VW T-Cross 200 TSI automático completo ou um Chevrolet Tracker LT?
Leitora está em dúvida entre os dois SUVs compactos custando pouco mais de R$ 100 mil e pediu nossa análise
grano_admin - janeiro 4, 2021
Bom dia, César. Estou na dúvida entre comprar uma Tracker LT AT 2020/2021 que está custando 99 mil reais ou um T-Cross 200 TSI ( com alguns opcionais como câmera de ré e rodas aro 17). O T-cross com esses opcionais está custando 106 mil reais. O que não gostei na Tracker é que achei o vão livre do solo muito baixo (157 mm) e tenho receio que numa vala possa arrastar. Já o T-Cross tem vão livre do solo bem superior. Gostaria de uma sugestão sua entre esses dois modelos. Obrigada – pergunta enviada por Ana
Ana obrigado por enviar sua pergunta e participar do Guru dos Carros!
Creio que o Chevrolet Tracker torna-se mais interessante quando analisamos sua versão topo de linha Premier em relação aos concorrentes diretos sobretudo pelo destacado pacote de assistentes de condução e tecnologia embarcada que ele oferece.
Ao compararmos a versão LT 1.0 Turbo automática do Tracker com seu principal concorrente hoje em dia, no caso o VW T-Cross no catálogo 200 TSI automático, creio que o modelo da marca alemã leva vantagem.
Atualmente o Tracker LT 1.0 Turbo conta com preço sugerido de R$ 98.290, enquanto, segundo o site comercial da Volkswagen, o T-Cross 200 TSI automático com todos os opcionais (Pacote Interactive IV) alcança R$ 105.710 se considerarmos a cor sólida Preto Ninja sem custo adicional.
É uma diferença elevada, porém, ao nos atermos aos detalhes, o VW entrega um pacote mais interessante. Na configuração citada aqui, o modelo traz diferenciais em relação ao Tracker que favorecem o uso cotidiano com o carro e conferem mais conforto e praticidade, tais como o acendimento automático dos faróis, central multimídia com tela de 10,1″, sensor de estacionamento também no para-choque dianteiro, comando para trocas de marchas sequenciais no volante, além das rodas de liga leve aro 17″.
Tanto o Tracker como o T-Cross contam com 6 airbags de série e os controles de tração e estabilidade, ponto elogiável para os dois modelos.
Pesa a favor do VW o desempenho ligeiramente superior de seu motor 1.0 turbo graças à presença da injeção direta. O Tracker, contudo, é mais econômico e oferece start-stop para consumir menos na cidade.
O interior dos dois modelos é muito amplo e confortável para cinco passageiros, sendo que a diferença de capacidade de carga no porta-malas entre os dois é de apenas 20 litros (393 litros no Tracker contra 373 litros no T-Cross), portanto um empate técnico nesse quesito.
Apesar da diferença em torno de 4 cm na altura em relação ao solo declarada para os dois veículos, na prática o Tracker oferece a mesma desenvoltura que o T-Cross para enfrentar buracos, valetas e lombadas, por isso não me preocuparia muito nesse aspecto ou o tornaria algo preponderante para sua tomada de decisão.
Em resumo, estamos falando de dois excelentes SUVs compactos, os mais modernos e sofisticados do segmento, os quais certamente serão capazes de lhe atender muito bem.
Na balança, entretanto, o VW T-Cross 200 TSI com o pacote opcional entrega um conjunto um pouco mais completo e equilibrado.
A única ressalva é que também seria interessante você verificar as condições de compra para o Tracker LTZ. Hoje ele é tabelado na mesma faixa dos R$ 106 mil cobrados pela VW no T-Cross automático de entrada, porém oferece bem mais em termos de itens de série. No Tracker LTZ você encontrará diferenciais importantes como o alerta de pontos cegos e o revestimento interno mesclando couro e tecido, entre outros.
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