Ônibus a gás natural pode ser a saída para uma frota menos poluente
Scania, em parceria com a Compagas, vai realizar novos testes agora no município de Ponta Grossa (PR) para demonstrar as vantagens do combustível em relação ao diesel
César Tizo - agosto 2, 2023
A Scania segue investindo na difusão do gás natural como uma alternativa para tornar as frotas de ônibus nos grandes centros urbanos menos poluentes.
A empresa, em parceria com a Compagas, inicia neste mês sua quarta rodada de testes com um modelo adaptado para rodar com o combustível.
As avaliações serão realizadas em Ponta Grossa, no Paraná, e faz parte das iniciativas do estado para uma mobilidade urbana mais sustentável.
Vantagens do gás natural
O gás natural, mesmo sendo de origem fóssil, é menos poluente que os combustíveis líquidos em razão de sua queima mais limpa, com menos fuligem e menor geração de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, detalha a Scania.
Em comparação com o diesel, o ônibus movido a gás natural pode emitir até 20% menos CO2, já a redução de óxidos de nitrogênio (NOx) é de quase 90% e a de material particulado (partículas muito finas de sólidos ou líquidos poluentes) chega a 85%.
Essa redução de poluentes impacta diretamente na saúde da população, resultando em um índice menor de doenças cardiovasculares e respiratórias causadas por esses gases.
Segurança total
O modelo fabricado pela Scania que vai circular pela cidade paranaense é o K 280 com 14 metros de comprimento e capacidade para 86 passageiros.
O ônibus é equipado com elevador para acessibilidade e espaço interno para cadeirantes. O modelo K 280 4×2 tem propulsor de 280 cavalos de potência. Seu motor é Ciclo Otto (o mesmo conceito dos automóveis) e movido 100% a gás, biometano ou mistura de ambos.
A segurança em caso de acidentes ou explosão é total, explica a Scania.
Os cilindros e válvulas são certificados pelo Inmetro (em conformidade com a lei). São três válvulas (vazão, pressão e temperatura) que liberam o gás em caso de anomalia em um destes três quesitos.
“Em Curitiba, a competitividade do GNV frente ao diesel foi maior, garantindo uma redução de custos de operação em cerca de 10%, já a emissão de poluentes foi 20% menor. Ou seja, mais economia e sustentabilidade para o transporte urbano”, conclui Rafael Lamastra Jr., CEO da Compagas.
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