Forma de pagamento pode elevar custo do combustível para empresas e exige atenção
Lei permite diferenciação de valores no abastecimento, e cartões de frota podem gerar acréscimos significativos nos custos operacionais
César Tizo - março 30, 2025
Além das variações no preço dos combustíveis, empresas de transporte e logística precisam estar atentas a um fator muitas vezes ignorado: a forma de pagamento utilizada no abastecimento. Dependendo do método escolhido, o custo por litro pode aumentar, elevando consideravelmente as despesas operacionais.
Desde 2017, a Lei n.º 13.455 permite a diferenciação de preços conforme o meio de pagamento. Isso afeta principalmente empresas que utilizam cartões de gestão de frotas, que podem gerar um acréscimo médio entre R$ 0,10 e R$ 0,50 por litro.
Para entender melhor esse impacto, basta analisar um cenário comum: uma frota de 100 veículos, com cada um rodando 2.000 km por mês. Considerando um consumo médio de 8 km/l e um preço base da gasolina de R$ 6,00 por litro, o custo mensal total seria de R$ 150.000. No entanto, com um acréscimo de R$ 0,50 por litro devido ao método de pagamento, esse valor sobe para R$ 162.500, gerando um aumento de R$ 12.500 por mês.
Atenção redobrada
Especialistas alertam que, apesar da conveniência dos cartões de frota para controle e gestão de despesas, os custos adicionais podem comprometer a rentabilidade das empresas. “Embora esses sistemas ofereçam mais controle, muitas empresas acabam pagando um valor maior sem perceber o impacto financeiro no longo prazo“, explica Paulo Guimarães, CEO da Maxifrota.
Para minimizar esse efeito, algumas companhias estão adotando estratégias como negociações diretas com postos de combustíveis para obter preços reduzidos, pagamento por reembolso aos motoristas e uso de tecnologias digitais que oferecem opções de transação sem custos adicionais. Aplicativos de gestão financeira também vêm ganhando espaço, permitindo maior controle sobre os gastos e eliminando intermediários que elevam os preços.
Com os combustíveis representando até 50% dos custos operacionais de uma frota, a atenção ao meio de pagamento tornou-se uma necessidade estratégica. Empresas que revisam suas políticas de abastecimento e buscam alternativas mais vantajosas podem reduzir despesas e melhorar sua competitividade no setor.
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