BYD lidera e carros eletrificados fecharam 2025 em alta no Brasil
Dados da ABVE mostram avanço consistente dos veículos eletrificados no país, com forte concentração no Sudeste
César Tizo - janeiro 8, 2026
O mercado brasileiro de veículos eletrificados encerrou 2025 em trajetória de crescimento e consolidação, reforçando a transição gradual da frota nacional para tecnologias de menor impacto ambiental.
Os números mais recentes da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indica que os modelos com algum grau de eletrificação — elétricos puros, híbridos, híbridos plug-in e micro-híbridos — somaram 285.252 unidades comercializadas no acumulado do ano, refletindo a ampliação da oferta, maior familiaridade do consumidor e expansão da infraestrutura de recarga.
A composição desse volume revela que os híbridos plug-in (PHEV) foram o principal motor do segmento em 2025, respondendo por 36% do market share entre os eletrificados.
Na sequência aparecem os elétricos a bateria (BEV), com 28%, seguidos pelos micro-híbridos de 12 V (MHEV 12 V), que representaram 16%. Tecnologias mais tradicionais, como híbridos flex e híbridos convencionais (HEV), ficaram cada uma com 7%, enquanto os sistemas MHEV de 48 V responderam por 6% do total.
Market share por tecnologia – Brasil (2025)
Tecnologia
Participação
Híbrido plug-in (PHEV)
36%
Elétrico a bateria (BEV)
28%
Micro-híbrido 12 V (MHEV 12 V)
16%
Híbrido flex (HEV Flex)
7%
Híbrido convencional (HEV)
7%
Micro-híbrido 48 V (MHEV 48 V)
6%
BYD lidera com folga entre as marcas
No ranking por fabricante, a BYD confirmou a liderança absoluta do mercado de eletrificados no Brasil em 2025. A marca chinesa emplacou 112.915 veículos, o equivalente a 39,6% de participação, desempenho impulsionado principalmente pelos modelos Dolphin Mini, Song Pro e Song Plus, que figuram entre os mais vendidos do país.
A Fiat aparece na segunda posição, com 42.617 unidades (14,9%), beneficiada pela ampla estratégia de eletrificação leve e híbrida em sua linha. A GWM ocupa o terceiro lugar, com 39.311 emplacamentos (13,8%), seguida por Toyota, Volvo e Mercedes-Benz, que mantêm presença relevante sobretudo nos segmentos híbridos e premium.
Fabricante
Unidades
Market share
BYD
112.915
39,6%
Fiat
42.617
14,9%
GWM
39.311
13,8%
Toyota
24.216
8,5%
Volvo
9.717
3,4%
Mercedes-Benz
8.966
3,1%
Omoda & Jaecoo
7.224
2,5%
CAOA Chery
6.201
2,2%
BMW
4.441
1,6%
Modelos mais vendidos
Entre os automóveis eletrificados mais vendidos de 2025, o BYD Dolphin Mini lidera com folga, seguido pelo BYD Song Pro DM-i. A lista é dominada por produtos da BYD, mas também traz representantes de Fiat, Toyota e GWM, evidenciando a diversidade crescente do segmento.
Modelo
Unidades
Market share
BYD Dolphin Mini GS5 EV
26.942
9,4%
BYD Song Pro GS DM-i
20.909
7,3%
Fiat Fastback Audace Hybrid
18.096
6,3%
BYD Song Plus GS DM-i
16.694
5,9%
Toyota Corolla Cross XRX Hybrid
14.362
5,0%
Fiat Pulse Audace Hybrid
13.199
4,6%
BYD Dolphin GS EV
12.278
4,3%
GWM Haval H6 PHEV19
11.451
4,0%
BYD King GS DM-i
10.565
3,7%
Fiat Fastback Impetus Hybrid
7.632
2,7%
GWM Haval H6 HEV
5.467
1,9%
Toyota Corolla Altis Hybrid
4.799
1,7%
BYD Yuan Pro GS 290EV
4.732
1,7%
GWM Haval H6 Premium HEV
4.355
1,5%
GWM Haval H6 GT
3.808
1,3%
Fiat Pulse Impetus Hybrid
3.682
1,3%
GWM Tank 300 HEV
3.515
1,2%
BYD Seal AWD GS 590EV
3.224
1,1%
BYD Song Plus Premium DM-i
2.980
1,0%
BYD Dolphin Plus 310EV
2.959
1,0%
GWM Haval H6 Premium PHEV
2.929
1,0%
Omoda Jaecoo 7 Prestige
2.929
1,0%
BYD Dolphin Mini GS EV
2.901
1,0%
CAOA Chery Tiggo 7 Pro Hybrid
2.879
1,0%
Toyota RAV4 SX AWD CNT Hybrid
2.760
1,0%
BYD Dolphin Mini GS EV (outra versão)
2.156
0,8%
Toyota Corolla GLi HEV
2.029
0,7%
Volvo EX30 E60 Ultra
2.017
0,7%
Importante salientar que, quando se considera o conceito de “grupo de veículo”, conforme a metodologia da ABVE — neste caso reunindo todas as versões e tipos de carroceria de um mesmo modelo —, a família BYD Song(Pro + Plus) liderou o mercado de carros eletrificados em 2025, com 42.210 emplacamentos. Na sequência aparece oBYD Dolphin Mini, escolhido por 32.486 consumidores ao se contabilizar todas as suas configurações.
Grupo de veículo
Unidades
Market Share
BYD Song
42.210
14,8%
BYD Dolphin Mini
32.486
11,4%
GWM Haval H6
31.973
11,2%
Fiat Fastback Hybrid
25.728
9,0%
Fiat Pulse Hybrid
16.881
5,9%
BYD Dolphin
15.237
5,3%
Toyota Corolla Cross
14.436
5,1%
BYD King
12.410
4,4%
Toyota Corolla
6.887
2,4%
BYD Yuan
6.029
2,1%
Jaecoo 7
4.233
1,5%
GWM Tank 300
3.515
1,2%
Volvo XC60
3.513
1,2%
Volvo EX30
3.511
1,2%
GWM Ora 03
3.238
1,1%
CAOA Chery Tiggo 7
3.235
1,1%
BYD Seal
3.224
1,1%
Toyota RAV4
2.878
1,0%
Geely EX2
2.442
0,9%
GAC GS4
2.190
0,8%
Mercedes-Benz GLC
2.111
0,7%
Chevrolet Spark
1.563
0,5%
CAOA Chery Arrizo 6
1.435
0,5%
Mercedes-Benz Classe C
1.424
0,5%
Porsche Cayenne
1.415
0,5%
Mercedes-Benz GLB
1.402
0,5%
Jaecoo 5
1.371
0,5%
Mercedes-Benz GLA
1.271
0,4%
BMW X5
1.266
0,4%
Forte concentração regional
A distribuição geográfica das vendas mostra elevada concentração no Sudeste, responsável por 49,2% de todos os eletrificados vendidos no Brasil em 2025. O Sul aparece na segunda posição, com 17,5%, seguido pelo Nordeste (15,3%) e pelo Centro-Oeste (14,2%). A região Norte ainda representa parcela reduzida do mercado, com 3,9%.
Market share por região – Brasil (2025)
Região
Participação
Sudeste
49,2%
Sul
17,5%
Nordeste
15,3%
Centro-Oeste
14,2%
Norte
3,9%
No recorte por estados, São Paulo lidera com ampla vantagem, somando 84.060 unidades e quase 30% do mercado nacional. Minas Gerais e Distrito Federal completam o pódio, enquanto Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina aparecem na sequência.
Principais estados em vendas de eletrificados (2025)
Estado
Unidades
Market share
São Paulo
84.060
29,5%
Minas Gerais
28.456
10,0%
Distrito Federal
24.847
8,7%
Rio de Janeiro
20.378
7,1%
Paraná
17.181
6,0%
Santa Catarina
17.047
6,0%
Os dados da ABVE mostram que, embora o Brasil ainda esteja em fase inicial de eletrificação quando comparado a mercados mais maduros, 2025 consolidou tendências importantes: protagonismo dos híbridos plug-in, liderança de marcas chinesas e concentração das vendas em grandes centros urbanos e regiões de maior renda. O desafio para os próximos anos será ampliar o alcance regional, reduzir custos e acelerar a infraestrutura para sustentar o crescimento do segmento.
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