Stellantis confirma micro-híbrido de 48 V para este semestre; Jeep Renegade 2027 é candidato à estreia
Tecnologia de propulsão é mais robusta que o atual sistema micro-híbrido de 12 V aplicado nas gamas Fiat e Peugeot
César Tizo - fevereiro 26, 2026
A Stellantis deu mais um passo em seu plano de eletrificação regional e confirmou nesta quinta-feira (26) que o seu primeiro modelo micro-híbrido flex a ser produzido no Polo Automotivo de Goiana (PE) será baseado em um sistema elétrico de 48 volts. A novidade chegará ao mercado ainda no primeiro semestre de 2026 e marca a introdução de uma arquitetura mais sofisticada em relação aos conjuntos micro-híbridos de 12 V aplicados em alguns modelos da Fiat e da Peugeot vendidos hoje no país.
O novo modelo faz parte do programa Bio-Hybrid, estratégia da companhia que combina eletrificação leve com motores flex, explorando o uso do etanol como diferencial brasileiro. Segundo a empresa, quatro veículos com essa tecnologia sairão da planta pernambucana ainda em 2026.
Como funciona o sistema
O conjunto micro-híbrido de 48 V está baseado em uma máquina elétrica multifuncional que substitui alternador e motor de partida. O componente é capaz de gerar torque extra para auxiliar o motor a combustão, bem como recuperar energia nas desacelerações para recarregar a bateria de íons de lítio dedicada ao sistema. A tecnologia também resulta em partidas mais suaves.
Uma central eletrônica gerencia automaticamente os modos de condução para priorizar eficiência energética e conforto.
Na prática, o sistema tende a entregar respostas mais imediatas em baixas rotações, menor consumo e funcionamento mais suave no uso urbano, além de reduzir o esforço do motor térmico nas situações em que ele é mais demandado.
Fabricado em Goiana (PE), o Renegade 2027 pode estrear o sistema micro-híbrido de 48 V da Stellantis – Imagem: @mariosergiopb
Avanço na gama
Hoje, a Stellantis já oferece hibridização leve de 12 volts em modelos como Fiat Pulse e Fiat Fastback, ambos fabricados em Betim (MG), além da dupla Peugeot 208 e Peugeot 2008, estes importados da Argentina. Esse arranjo prioriza menor custo e simplicidade, oferecendo ganhos modestos de eficiência.
Para o novo sistema de 48 V, por outro lado, são esperados avanços mais significativos, uma vez que ele trabalha com maior capacidade energética, permite assistência elétrica mais efetiva ao motor a combustão e pode gerar benefícios mais significativos em termos de desempenho e consumo, aproximando-se de soluções híbridas mais completas — ainda que sem tração elétrica independente.
Produção local e investimento
Para viabilizar os novos modelos, a Stellantis promoveu adaptações na fábrica de Goiana e na planta de componentes em Jaboatão, onde passaram a ser produzidos chicotes elétricos específicos. Áreas como funilaria, prensas e montagem também foram ajustadas para que veículos eletrificados e convencionais possam compartilhar a mesma linha.
O movimento integra o plano de investimentos de R$ 32 bilhões da empresa na América do Sul, com a previsão, para este ano, de 16 ativações de produto, somando lançamentos e atualizações de modelos já em linha.
Detalhe dos modelos produzidos em Goiana (PE)
Renegade é o escolhido?
A Stellantis ainda não revelou qual será o primeiro veículo equipado com o novo conjunto eletrificado a sair da linha de montagem pernambucana. Ainda assim, já é possível arriscar ao menos um palpite.
Nas últimas semanas, protótipos do Jeep Renegade vêm sendo flagrados com maior frequência em testes, indício de que a marca prepara um pacote de atualizações mais consistente para o SUV compacto na migração para a linha 2027.
Outro fator relevante é o ambiente competitivo. O segmento ganhou concorrentes de peso, como o Toyota Yaris Cross, que oferece motorização híbrida plena bicombustível, além do Honda WR-V, posicionado como uma alternativa racional e com forte relação custo-benefício.
Logo, é natural que a Stellantis esteja atenta aos movimentos da concorrência e trabalhe para preservar espaço na categoria, preparando uma resposta à altura com evoluções técnicas para o Renegade 2027. Hoje, os SUVs compactos formam um dos segmentos mais relevantes do mercado brasileiro, o que exige atenção constante e investimentos por parte das fabricantes de maior volume.
Se confirmada, a adoção do sistema micro-híbrido de 48 V pode contribuir diretamente para melhorar consumo e emissões do Renegade 2027, além de agregar conteúdo tecnológico ao modelo e fortalecer seu posicionamento frente aos rivais.
Além do Renegade, são produzidos em Goiana o Jeep Compass e o Jeep Commander, além da Fiat Toro e da Ram Rampage. Todos os modelos, em etapas posteriores, também serão eletrificados com tecnologias de acordo com as respectivas propostas e faixas de preço. Vamos acompanhar de perto!
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Depois do tiggo 5x Renegade tem que se ter preço competitivo viu