Volkswagen confirma picape Tukan como seu primeiro modelo eletrificado nacional
Rival da Fiat Toro será desenvolvida e produzida no País com 76% de peças nacionais
César Tizo - março 5, 2026
A Volkswagen confirmou que a inédita Tukan será o primeiro veículo eletrificado da marca desenvolvido e produzido no Brasil, inaugurando uma nova etapa da estratégia tecnológica da fabricante no País. O modelo já nascerá com 76% de peças nacionais, índice elevado de nacionalização que reforça a cadeia industrial local e valoriza fornecedores instalados no território brasileiro.
Segundo a montadora, a estratégia de conteúdo local faz parte de um movimento mais amplo de fortalecimento da indústria automotiva nacional. Atualmente, em seu portfólio de veículos bicombustíveis, a Volkswagen já trabalha com cerca de 85% de componentes nacionais, enquanto 80% dos 750 fornecedores da marca possuem operação no Brasil.
A empresa também anunciou que aumentará em 7% suas compras no País em 2026, considerando peças e itens gerais, o que elevará o volume total para quase R$ 35 bilhões. Um exemplo da dimensão dessa cadeia produtiva é o consumo de aço: somente esse material representa cerca de 70% da composição de um veículo, e a Volkswagen movimenta 26 mil toneladas por mês no Brasil.
Nova fase da eletrificação
A Tukan também marca o início de uma nova estratégia da Volkswagen para a região. A partir de 2026, todos os novos modelos desenvolvidos pela marca na América do Sul terão versões eletrificadas.
“A picape Tukan marcará o início de uma nova era para a Volkswagen do Brasil. Nosso primeiro modelo eletrificado, 100% desenvolvido e produzido aqui, já nasce com 76% de peças nacionais, fortalecendo a indústria nacional e gerando riqueza em toda a cadeia”, afirma Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil.
Primeiro teaser oficial da futura Volkswagen Tukan
Nova ofensiva de picapes
A futura Tukan, que será lançada em 2027, vai atuar em um segmento inédito para a Volkswagen no Brasil, sendo um modelo totalmente desenhado, planejado e desenvolvido no País. Futura concorrente da Fiat Toro e demais picapes intermediárias, a novidade também marcará o retorno da tradicional cor Amarelo Canário ao portfólio da fabricante.
O modelo faz parte de uma ofensiva mais ampla da marca no segmento de utilitários. Além da Tukan, a Volkswagen confirmou que a nova geração da Amarok será produzida a partir de 2027 na fábrica de General Pacheco, na Argentina. A Tukan, por sua vez, será fabricada em São José dos Pinhais (PR).
Investimentos e impacto econômico
A Volkswagen mantém um plano de R$ 16 bilhões em investimentos no Brasil entre 2024 e 2028, destinado ao lançamento de 17 novos veículos, dos quais oito já foram apresentados.
Somente em 2025, a empresa destinou R$ 3 bilhões à modernização industrial, incluindo novos equipamentos, pesquisa e desenvolvimento e melhorias nos processos produtivos.
No campo produtivo, as quatro fábricas da marca no Brasil operaram com capacidade plena em dois turnos em 2025, permitindo elevar a produção em 17%, alcançando 538.657 veículos, contra 460.841 unidades em 2024.
As vendas da marca também avançaram no período. Em 2025, a Volkswagen comercializou 436.336 veículos no Brasil, crescimento de 9% sobre o ano anterior. Nas exportações, o avanço foi ainda mais expressivo: 116.495 unidades enviadas ao exterior, alta de 29%.
Operação de grande escala
Os números da operação logística da Volkswagen no Brasil ilustram a dimensão de sua cadeia produtiva. A empresa movimenta mensalmente 16 navios e 770 contêineres, além de utilizar quatro portos para veículos e dois portos dedicados à importação de peças.
Ao mesmo tempo, cerca de 17.500 caminhões circulam por mês entre as quatro fábricas da marca no País, enquanto a logística interna percorre aproximadamente 6.000 quilômetros por dia dentro das unidades industriais para distribuição de componentes.
Projeção de Kleber Silva busca antecipar a VW Tukan
Impacto social
Em 2025, a Volkswagen do Brasil contava com 13.220 colaboradores diretos e mais de 16 mil prestadores de serviço. Somente na área de engenharia, a empresa mantém 1.300 profissionais e 20 laboratórios de desenvolvimento.
No mesmo ano, foram criados 587 novos empregos diretos nas fábricas brasileiras, sendo aproximadamente metade das vagas ocupadas por mulheres. O lançamento do crossover Volkswagen Tera, por exemplo, gerou 260 postos diretos e cerca de 2.600 indiretos na cadeia produtiva.
Com a chegada da Tukan e a expansão de investimentos, a Volkswagen busca consolidar sua estratégia de desenvolvimento local com eletrificação, ampliando sua presença em segmentos estratégicos e reforçando o papel do Brasil dentro da operação global da marca.
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