Leapmotor terá C10 Ultra-Híbrido flex e elétrico B10 montados no Brasil
SUVs eletrificados serão fabricados em Goiana (PE) e devem estrear sistema híbrido com extensor de autonomia adaptado ao uso de etanol
César Tizo - abril 6, 2026
A Stellantis confirmou nesta segunda-feira (6) que os Leapmotor B10 e C10 serão os primeiros modelos da marca chinesa a serem montados no Polo Automotivo de Goiana (PE). O anúncio marca um novo passo na estratégia de eletrificação do grupo na América do Sul e inclui o desenvolvimento de uma solução inédita: a tecnologia híbrida em série bicombustível, que combinará o conceito de extensor de autonomia com motorização adaptada ao uso de gasolina ou etanol.
Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, a produção local será fundamental para ampliar a presença da Leapmotor no Brasil e na região. O executivo também destacou que o desenvolvimento da tecnologia motriz flex será conduzido pelo Stellantis Tech Center sul-americano, reforçando a capacidade de engenharia local.
A opção motriz já é aplicada globalmente pela Leapmotor e se diferencia por utilizar o motor a combustão apenas como gerador de energia para o sistema elétrico, sem ligação direta com as rodas. No Brasil, a proposta evolui com a introdução do sistema flex, ampliando a eficiência e a adaptação ao mercado local.
Leapmotor C10: elétrico ou híbrido
O C10 será o principal destaque da ofensiva inicial da marca no Brasil e já está disponível em duas configurações. A versão 100% elétrica (BEV) tem preço sugerido de R$ 204.990, enquanto o catálogo denominada pela marca de Ultra-Híbrido custa R$ 219.990.
Em ambas as versões, o SUV utiliza motor elétrico traseiro com 218 cv (BEV) ou 215 cv (Ultra-Híbrido) e torque de 32,6 kgfm. No caso da variante híbrida em série, o conjunto usa como extensor de autonomia o motor 1.5 a gasolina, permitindo ampliar o alcance sem depender de recarga externa.
A autonomia do C10 no padrão do Inmetro é de até 338 km na versão elétrica. Já o sistema híbrido oferece quatro modos de operação (EV+, EV, Combustível e Power+), priorizando eficiência ou desempenho conforme a necessidade.
O modelo mede 4,74 metros de comprimento, com entre-eixos de 2,82 m, e oferece porta-malas de até 465 litros. As baterias LFP contam com arrefecimento líquido e permitem recarga rápida de 30% a 80% em cerca de 18 minutos.
Leapmotor B10: elétrico de entrada
Posicionado como modelo de acesso, o B10 é tabelado atualmente em R$ 182.990. O SUV também conta com 218 cv de potência, enquanto o torque máximo é de 24 kgfm.
O B10 é equipado com bateria de 56,2 kWh, entretanto sua autonomia no padrão brasileiro ainda não foi divulgada na tabela mais recente do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular.
Leapmotor B10
Pacote tecnológico e segurança
A estratégia da Leapmotor no Brasil inclui a oferta de automóveis com alto nível de equipamentos. Entre os destaques estão 7 airbags (incluindo central dianteiro), pacote ADAS Nível 2 com piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego e leitura de placas.
O interior prioriza tecnologia e conectividade, com central multimídia de 14,6 polegadas com atualizações remotas (OTA), sistema de som 7.1 com 840 W, teto panorâmico de 2,1 m² e câmeras 360° com função de “chassi transparente”.
Outros recursos incluem chave digital via smartphone, climatização remota e sistema V2L, que permite utilizar a energia da bateria para alimentar սար equipamentos externos.
Montagem nacional e estratégia
A fábrica de Goiana passa por expansão para acomodar a produção dos novos modelos, enquanto a Leapmotor inicia sua operação comercial no Brasil com apoio da rede Stellantis, incluindo 36 concessionárias em 29 cidades.
A nacionalização dos SUVs e o desenvolvimento da tecnologia híbrida em série flex indicam uma estratégia clara: adaptar soluções globais ao perfil do consumidor brasileiro, explorando o potencial do etanol como diferencial competitivo dentro da eletrificação.
Com isso, a Stellantis posiciona a Leapmotor como uma das principais apostas no segmento de veículos eletrificados no País, mirando concorrentes diretos como BYD e GWM em um mercado cada vez mais disputado.
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