Carros pelo Mundo | Novo ID. Tiguan substituirá ID.4; Suzuki estuda motor turbo flex
ID. Tiguan será o sucessor do ID.4 e do ID.5; Suzuki desenvolve motor turbo com possível aplicação em veículos a etanol
César Tizo - setembro 28, 2026
As principais novidades, lançamentos e movimentos da indústria automotiva internacional que podem interessar ao mercado brasileiro
A Volkswagen confirmou o nome ID. Tiguan para o SUV elétrico que sucederá os atuais ID.4 e ID.5. A apresentação mundial está marcada para o início de outubro, enquanto a chegada ao mercado europeu ocorrerá no começo de 2027. O ID.4 foi recentemente anunciado para o Brasil, o que torna a próxima geração especialmente relevante para acompanhar.
A Suzuki, por sua vez, desenvolve um motor 1.2 turbo com potencial para operar com etanol, conforme informações divulgadas na Índia. As características ainda não representam a confirmação de um carro flex da marca para o mercado brasileiro.
A edição reúne também a parceria da Stellantis com a chinesa Momenta em assistência à condução, o lançamento do Luxeed RX e um estudo europeu sobre os custos de operação de caminhões elétricos.
Volkswagen confirma ID. Tiguan como sucessor do ID.4
O ID. Tiguan fará sua estreia mundial no início de outubro, anunciou a Volkswagen em 28 de setembro. Ainda camuflado nas imagens oficiais, o SUV elétrico chegará aos primeiros mercados no começo de 2027 e substituirá tanto o ID.4 quanto o ID.5.
A fabricante passa a aproveitar no catálogo elétrico um nome que os consumidores já conhecem. O Tiguan com motores a combustão e sistemas híbridos continuará à venda ao lado do novo ID. Tiguan. Estratégia semelhante foi aplicada aos nomes ID. Polo e ID. Cross.
Protótipo do ID. Tiguan em testes antes da apresentação mundial. Foto: Volkswagen
Segundo a Volkswagen, ID.4 e ID.5 acumularam mais de 950 mil entregas desde 2021. A empresa promete novo desenho, mais espaço, comandos intuitivos e tecnologias atualizadas para o sucessor, mas ainda não divulgou potência, baterias, autonomia, dimensões ou preços. As unidades fotografadas são protótipos próximos da produção.
Protótipo do ID. Tiguan em testes antes da apresentação mundial. Foto: Volkswagen
Suzuki desenvolve motor 1.2 turbo compatível com etanol
A Suzuki trabalha em um novo motor 1.2 turbo de três cilindros e injeção direta, identificado pela sigla DITC. Informações divulgadas pelo site indiano RushLane, com base em uma apresentação da fabricante no Japão, apontam potência de 93 kW, aproximadamente 126 cv, e torque de 230 Nm, equivalentes a 23,5 kgfm.
O projeto parte da arquitetura Z12E e incorpora turbocompressor de geometria variável e intercooler refrigerado a água. A eficiência térmica projetada supera 40%, enquanto 50% aparece como uma meta de desenvolvimento, não como resultado já obtido por um motor produzido em série.
A documentação apresentada indica compatibilidade com gasolina, etanol E100, gás natural comprimido (GNC) e biogás comprimido. A Índia está entre os mercados considerados pela Suzuki. Ainda não foram confirmados os primeiros modelos, a data de produção, as calibrações definitivas ou os números homologados de desempenho e consumo.
A possibilidade de operação com etanol aumenta o interesse brasileiro por uma eventual aplicação do motor em produtos globais da marca. Isso, por si só, não configura um lançamento local ou uma versão flex aprovada para o Brasil. Uma adaptação comercial dependeria de projeto, testes e homologação específicos.
Suzuki Victoris
Stellantis e Momenta levarão assistência à condução a Peugeot e Jeep
A Dongfeng Stellantis Automotive Technology (DSAT) e a empresa chinesa Momenta anunciaram em 28 de setembro uma parceria global para desenvolver sistemas avançados de assistência à condução. O acordo foi assinado em 24 de setembro e prevê aplicação em futuros veículos Peugeot e Jeep.
A tecnologia utilizará o modelo de inteligência artificial R7 da Momenta. Segundo as empresas, os novos produtos serão destinados à China, à Europa e a outros mercados internacionais. O trabalho também abrangerá pesquisa de funções de condução automatizada de nível 3.
O anúncio não identifica modelos, datas de produção nem países de exportação. A menção ao nível 3 também não autoriza a conclusão de que os futuros veículos poderão circular sem supervisão em qualquer situação: o funcionamento efetivo depende do sistema instalado e das regras de cada mercado.
Peugeot e Jeep possuem produção e vendas no Brasil, mas a Stellantis não confirmou a adoção local dos sistemas resultantes da parceria. O acordo mostra a importância crescente das empresas chinesas no desenvolvimento de arquitetura eletrônica e programas de assistência para marcas globais.
Representantes da DSAT e da Momenta na cerimônia de assinatura. Foto: Momenta
Luxeed RX estreia na China a partir de 259.800 yuans
A Luxeed, marca desenvolvida pela Chery em conjunto com a Huawei, lançou em 28 de setembro o SUV elétrico RX. A linha chinesa tem seis versões com preços de 259.800 a 389.800 yuans. O valor inicial ficou 10 mil yuans abaixo da pré-venda anunciada no dia 20.
O RX mede 5.020 mm de comprimento, 2.007 mm de largura e 1.585 mm de altura, com 3.000 mm entre os eixos. Há baterias de 81 kWh e 100 kWh, e as autonomias declaradas variam de 672 km a 852 km pelo ciclo chinês CLTC, conforme a configuração.
A versão de motor traseiro entrega 277 kW, aproximadamente 377 cv. As opções de tração integral acrescentam um motor dianteiro de 160 kW. Todas usam arquitetura elétrica de 800 V; a fabricante declara recarga de 30% a 80% em cerca de 15 minutos, desde que exista carregador compatível.
O conjunto de assistência reúne 38 sensores, entre eles quatro unidades LiDAR. Uma arquitetura preparada para condução de nível 3 está em testes, mas essa descrição não equivale à liberação da função ao público. A ligação da Luxeed com a Chery não confirma qualquer plano de venda do RX pela CAOA Chery no Brasil.
Luxeed RX combina desenvolvimento da Chery com tecnologia da Huawei. Foto: divulgação
Caminhões elétricos já têm custo menor em seis mercados europeus
Uma análise divulgada em 28 de setembro pela organização Transport & Environment (T&E) calcula que caminhões elétricos já apresentam custo total de propriedade inferior ao dos equivalentes a diesel em seis dos nove grandes mercados da União Europeia estudados.
Os seis países são Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, França e Bélgica. Juntos, representam 46% das vendas europeias de caminhões pesados novos. O cálculo considera compra e operação durante cinco anos, incluindo energia, incentivos e outras despesas conforme as condições de cada país.
Na Holanda e na Alemanha, a economia estimada chega a € 100 mil e € 85 mil por caminhão em cinco anos, respectivamente. Segundo a entidade, a diferença no preço inicial poderia ser recuperada em aproximadamente dois anos nesses mercados. A conclusão é resultado de uma modelagem, não de uma economia garantida para toda frota.
O estudo reforça a importância do preço da energia, dos pedágios, dos incentivos e da infraestrutura de recarga. Esses fatores são diferentes no Brasil, portanto não é possível transferir os valores europeus diretamente para as transportadoras nacionais. A metodologia, porém, oferece uma referência útil para avaliar corredores e operações com caminhões elétricos.
Os destaques mostram caminhos distintos para reduzir custos e ganhar escala: nomes conhecidos passam à eletrificação, motores térmicos se adaptam a outros combustíveis e alianças tecnológicas aceleram a chegada de novos sistemas aos veículos.
We use cookies to ensure that we give you the best experience on our website. If you continue to use this site we will assume that you are happy with it.