Jeep Compass 2027 ganha sistema micro-híbrido de 48 V; veja preços
Eletrificação estreia no Longitude Night Eagle e no Série S; linha parte de R$ 174.990 e mantém Blackhawk 4×4 de 272 cv
César Tizo - outubro 19, 2026
O Jeep Compass chega à linha 2027 com uma novidade importante sob o capô: a adoção de um sistema micro-híbrido de 48 V nas versões Longitude Night Eagle e Série S. Apresentada nesta segunda-feira (19), a atualização também traz novas rodas, a cor Slash Gold e mudanças de acabamento.
Os preços sugeridos partem de R$ 174.990 na versão Sport. Para levar o novo conjunto eletrificado, o ponto de entrada é o Longitude Night Eagle, de R$ 206.990. No topo da gama, o Blackhawk Hurricane TurboFlex 4×4 custa R$ 278.990.
A mudança não significa que todo Compass passou a ser micro-híbrido.
Sport e Longitude continuam com o motor T270 sem o sistema de 48 V, enquanto a eletrificação fica concentrada nas duas configurações intermediárias superiores.
A Jeep anuncia redução de até 11% no consumo, mas os números das fichas técnicas mostram que a vantagem depende do combustível e do percurso.
Preços do Jeep Compass 2027
Versão
Motorização e tração
Preço sugerido
Sport
T270 turboflex, dianteira
R$ 174.990
Longitude
T270 turboflex, dianteira
R$ 199.990
Longitude Night Eagle
T270 micro-híbrido de 48 V, dianteira
R$ 206.990
Série S
T270 micro-híbrido de 48 V, dianteira
R$ 233.990
Blackhawk
Hurricane 2.0 turboflex, integral
R$ 278.990
O Night Eagle custa R$ 7 mil a mais que o Longitude convencional, diferença que inclui não apenas o sistema elétrico, mas também rodas aro 19 e elementos visuais específicos. Já o Série S acrescenta equipamentos de conforto, acabamento e assistência à condução.
Longitude Night Eagle estreia o sistema micro-híbrido de 48 V
Como é o novo conjunto micro-híbrido de 48 V
As duas versões MHEV mantêm o motor 1.3 turbo de quatro cilindros e injeção direta, com 176 cv tanto com gasolina quanto com etanol. O torque é de 27,5 kgfm a 2.000 rpm, também com os dois combustíveis. A transmissão é automática de 6 marchas e a tração permanece dianteira.
A ficha técnica acrescenta uma máquina elétrica de aproximadamente 15,5 cv e 6,6 kgfm, uma bateria auxiliar de íon-lítio de 48 V e 19,5 Ah e um conversor de 48 V para 12 V. Esses valores da máquina elétrica não devem ser somados diretamente aos do motor a combustão como se representassem a potência e o torque combinados do veículo.
A proposta de eletrificação do SUV médio a partir da linha 2027 deve ser entendida como uma eletrificação de apoio ao conjunto turboflex, sem confundir o Compass MHEV com um híbrido pleno.
Segundo os dados da fabricante, o Longitude Night Eagle acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, enquanto o Série S cumpre a prova em 9,8 segundos. A velocidade máxima informada para ambos é de 202 km/h, com gasolina ou etanol.
Consumo: ganho na cidade não se repete em todas as condições
As fichas técnicas divulgadas pela Jeep identificam os consumos abaixo como dados do PBEV. Longitude Night Eagle e Série S apresentam os mesmos resultados, apesar das diferenças de acabamento e equipamentos.
Configuração
Cidade com gasolina
Estrada com gasolina
Cidade com etanol
Estrada com etanol
Longitude T270
10,1 km/l
12,1 km/l
7,3 km/l
8,6 km/l
Night Eagle e Série S MHEV
11,2 km/l
11,8 km/l
8 km/l
8,7 km/l
Na comparação com o Longitude sem eletrificação, o resultado urbano com gasolina passa de 10,1 para 11,2 km/l, um avanço de 10,9% na distância percorrida por litro. É importante distinguir essa conta de uma redução percentual no volume de combustível gasto para rodar a mesma distância.
Já na estrada com gasolina, o número do micro-híbrido é menor: 11,8 km/l, contra 12,1 km/l do Longitude.
Com etanol, o ganho aparece nas duas medições, com diferença mais expressiva no ciclo urbano. Assim, a economia de até 11% anunciada pela Jeep não deve ser interpretada como uma melhora uniforme em qualquer trajeto.
Série S também adota eletrificação e tem os mesmos números de consumo do Night Eagle
Novas rodas, cor Slash Gold e acabamento em Suede
A linha 2027 recebe novos desenhos de rodas. Sport e Longitude usam aro 18″, enquanto Longitude Night Eagle, Série S e Blackhawk adotam aro 19″. No Compass Night Eagle, os emblemas escurecidos reforçam a diferenciação visual.
Outra novidade é a cor Slash Gold. Por dentro, as configurações Série S e Blackhawk ampliam as superfícies revestidas em Suede, material que passa a aparecer também no painel de instrumentos e nos painéis das portas. A marca informa revestimento premium de série em toda a gama.
Bancos, painel e portas em imagem oficial da linha 2027
O porta-malas tem 476 litros, porém a Jeep não especifica o padrão de medição. Nas fichas das versões eletrificadas, o SUV mede 4.404 mm de comprimento, 1.819 mm de largura sem retrovisores e 2.636 mm de entre-eixos.
Texturas e costuras do acabamento premium em detalhe
O que cada versão oferece
O Sport já reúne 6 airbags, faróis Full-LED, ar-condicionado automático de duas zonas, quadro de instrumentos digital de 10,25”, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, chave presencial, Auto Hold e sensores de chuva. Sua central multimídia é de 8,4”, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
A partir do Longitude, a multimídia passa a ter 10,1” e assistente de voz avançado. A lista acrescenta sensores de estacionamento dianteiros, assistente de estacionamento, retrovisor interno eletrocrômico e pacote ADAS de nível 2. O Night Eagle mantém essa base e adiciona o conjunto micro-híbrido, as rodas aro 19 e os emblemas escurecidos.
Interior do Jeep Compass 2027
No Série S, os destaques adicionais são teto solar panorâmico, sistema de som de 506 W com subwoofer, revestimento do teto em preto, partes plásticas externas pintadas na cor da carroceria, monitoramento de pontos cegos e detecção de tráfego cruzado traseiro.
Entre as assistências disponíveis na gama, conforme a versão, estão piloto automático adaptativo com Stop&Go, frenagem automática de emergência, centralização e permanência em faixa, reconhecimento de placas e alerta de fadiga. O nível 2 não transforma o Compass em um carro autônomo: o motorista precisa continuar atento e responsável pela condução.
Teto solar panorâmico integra a lista de equipamentos do Série S
Blackhawk preserva motor de 272 cv e tração 4×4
A configuração Blackhawk segue uma proposta diferente das versões micro-híbridas. Seu motor 2.0 Hurricane turboflex entrega 272 cv a 5.200 rpm e 40,8 kgfm a 3.000 rpm, com gasolina ou etanol. A transmissão tem 9 marchas e trabalha com tração integral, seletor de terrenos e controle de descida.
A ficha técnica informa aceleração de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e velocidade máxima de 228 km/h. No consumo PBEV, os números são de 8,5 km/l na cidade e 11 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, são 6 km/l e 7,6 km/l, respectivamente.
A versão também traz pinças de freio vermelhas e acabamento interno em couro e Suede. Nas configurações de tração dianteira, o Jeep Traction Control auxilia em situações de baixa aderência, mas não equivale a um sistema de tração integral.
Blackhawk traz rodas aro 19″ e pinças de freio vermelhas
Uma atualização focada em eficiência e diferenciação
A chegada do sistema de 48 V amplia as opções de compra dentro da mesma linha, sem eliminar as versões turboflex convencionais. Para quem concentra o uso na cidade, os dados oficiais indicam uma vantagem de consumo das configurações eletrificadas. Já quem roda mais em rodovias deve observar os resultados por combustível e não se apoiar apenas no ganho máximo divulgado.
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