Devo trocar um Jeep Renegade por um Fiat Pulse 1.3 aspirado?
Leitor quer saber mais detalhes sobre o futuro modelo da Fiat e pediu nossa ajuda
grano_admin - outubro 4, 2021
Boa noite, sou fã do seu trabalho há bastante tempo! Tenho um Jeep Renegade Sport 2019 AT com 18 mil km. Por conta dos problemas crônicos do trocador de calor, não é dar pra permanecer fora da garantia. O Jeep turbo deve ficar muito caro. Vejo no Fiat Pulse uma opção. Acho esse motor 1.3 quatro cilindros 8 válvulas aspirado, sem complicações. Esse motor vai dar conta de arrastar o Pulse ? E o consumo ? Esses motores tricilindros, com turbo e injeção direta, a longo prazo, a manutenção vai ser muito cara – pergunta enviada por Aluizio
Aluizio obrigado por enviar sua pergunta e participar do Guru dos Carros!
Desde já agradeço por acompanhar meu trabalho, conto sempre com a sua audiência!
Muito em breve, no caso já no próximo dia 19, teremos a apresentação definitiva do Fiat Pulse, na qual vamos conhecer seu leque de versões, motores e os principais detalhes da novidade.
É provável que as versões mais acessíveis contem com o 1.3 Firefly sob o capô, podendo operar tanto com o câmbio manual como o automático CVT. Algo a conferir.
De qualquer forma, considerando que, mesmo no sedã compacto Cronos o motor 1.3 Firefly oferece nível de performance bastante aceitável, no caso do Pulse o mesmo comportamento deverá ser encontrado.
Além de desempenho satisfatório, outra vantagem que observamos na dupla Cronos/Argo com motor 1.3 aspirado é o baixo consumo, algo fundamental em qualquer automóvel moderno.
É importante destacar que o motor 1.3 Firefly não conta com turbo e sua injeção é do tipo indireta convencional, portanto seu custo de manutenção será baixo.
Já sobre as versões mais caras do Fiat Pulse, provavelmente com o 1.0 tricilíndrico turbo (GSE) sob o capô, ainda é muito cedo para avaliarmos o motor sobretudo do ponto de vista da robustez mecânica.
Entretanto, vale pontuar que, além de fabricado localmente, a divisão brasileira da Stellantis esteve amplamente envolvida no desenvolvimento e na nacionalização do propulsor, fazendo com que ele esteja adequado ao nosso combustível e condições do país. Algo importante considerando o projeto sofisticado da família GSE, que contempla injeção direta e o sistema MultiAir de comando de válvulas variável.
Logo, a tendência é que o motor 1.0 GSE conte com manutenção alinhada em termos de custos com seus pares. Claro que ele é um motor bem mais sofisticado em relação ao 1.3 Firefly, contudo entrega nível de eficiência consideravelmente superior.
Em resumo, se o Fiat Pulse lhe atender em termos de espaço interno e porta-malas, ele poderia ser um interessante candidato a substituto do seu Jeep Renegade atual.
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