Sedã da BYD evolui na China e mostra avanço relevante para híbridos plug-in
Aprimoramento da tecnologia DM-i na China reforça a estratégia da marca e merece atenção no Brasil, onde soluções semelhantes podem chegar
César Tizo - janeiro 8, 2026
A BYD apresentou nesta quinta-feira (8), no mercado chinês, a linha 2026 dos sedãs Qin Plus DM-i e Qin L DM-i com um salto relevante em eficiência elétrica. Os modelos passam a oferecer até 210 km de autonomia em modo 100% elétrico, número elevado para o padrão atual dos híbridos plug-in (PHEV) mais acessíveis e que ajuda a reposicionar o Qin como referência tecnológica no segmento.
O avanço está diretamente ligado à adoção de uma nova bateria LFP (lítio-ferro-fosfato) de 25,28 kWh, fornecida pela FinDreams, subsidiária da própria BYD. O conjunto faz parte da evolução do sistema DM 5.0, que combina um motor 1.5 aspirado de 99 cv com um propulsor elétrico de 120 kW (161 cv). Na prática, a maior capacidade da bateria permite que boa parte do uso diário seja feita sem consumo de combustível, aproximando o conceito do PHEV ao de um elétrico puro no uso urbano.
No contexto chinês, o impacto é imediato. Enquanto rivais diretos ainda operam com baterias abaixo de 20 kWh e autonomias elétricas entre 125 km e 150 km, a BYD amplia a diferença com uma solução mais robusta e, ao mesmo tempo, competitiva em preço. O Qin Plus DM-i com 210 km parte de 89.800 yuan (R$ 70 mil), enquanto o Qin L DM-i chega a essa autonomia por 116.800 yuan (R$ 90 mil), reforçando a conhecida eficiência de custos da marca.
BYD Qin Plus DM-i 2026
Mais do que um lançamento local, porém, a atualização da linha Qin sinaliza um caminho tecnológico que merece ser acompanhado de perto no Brasil. A BYD tem adotado uma estratégia clara de escalar rapidamente suas inovações, começando pela China e, gradualmente, adaptando-as a outros mercados. Em um horizonte de longo prazo, é plausível imaginar que soluções semelhantes — com baterias maiores e autonomia elétrica superior — possam equipar futuros híbridos plug-in vendidos em nosso país.
Esse movimento dialoga diretamente com o cenário brasileiro, onde o consumidor começa a enxergar o híbrido plug-in não apenas como uma transição, mas como uma alternativa concreta ao carro a combustão, sobretudo em grandes centros urbanos.
Conforme relatamos, a tecnologia híbrida plug-in liderou a procura do público brasileiro entre modelos eletrificados em 2025. Um PHEV capaz de rodar mais de 150 km em modo elétrico reduz drasticamente o uso do motor térmico no dia a dia e atenua limitações de infraestrutura de recarga, um cenário ainda bastante observado no Brasil.
Por aqui, o único sedã híbrido plug-in comercializado e montado localmente pela BYD é o King. O modelo conta com motor 1.5 térmico associado a um propulsor elétrico para alcançar até 235 cv de potência combinada na versão topo de linha GS. No catálogo em questão, equipado com bateria de 18,3 kWh, o BYD King apresenta alcance em modo elétrico para 78 km, já de acordo com o padrão brasileiro.
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