Combustíveis sobem em janeiro com novo ICMS e menor oferta de etanol
Preço médio do biocombustível avança 3,56% no País, enquanto a gasolina sobe 1,74%
César Tizo - janeiro 16, 2026
O preço médio dos combustíveis voltou a subir nos postos brasileiros na primeira quinzena de janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período de dezembro do ano passado. Segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o etanol foi o combustível que apresentou o aumento mais expressivo, com alta de 3,56%, passando de R$ 4,50 para R$ 4,66. Já a gasolina teve elevação mais moderada, de 1,74%, com o litro subindo de R$ 6,33 para R$ 6,44, em média, no País.
De acordo com a Edenred, a alta observada no início do ano reflete um conjunto de fatores típicos do período. Entre eles está a entrada em vigor, em 1º de janeiro, do novo patamar do ICMS sobre os combustíveis, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No caso da gasolina, o imposto passou a ser de R$ 1,57 por litro, o que representa um aumento de R$ 0,10 em relação ao valor anterior, pressionando o preço final ao consumidor.
“O movimento registrado no começo de janeiro já reflete ajustes tributários, como a atualização do ICMS, além de fatores sazonais que impactam principalmente o etanol, como a menor oferta do biocombustível neste período. No caso da gasolina, o aumento foi mais moderado, mas ainda perceptível na bomba”, explica Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.
Na análise regional, o Norte manteve os maiores preços médios do País para ambos os combustíveis. Na região, o etanol foi comercializado a R$ 5,28, após alta de 1,54%, enquanto a gasolina chegou a R$ 6,83, com avanço de 0,59%. O Sudeste, por sua vez, apresentou os menores valores médios, mesmo com reajustes: o etanol subiu 3,62%, para R$ 4,58, e a gasolina avançou 1,77%, alcançando R$ 6,33.
O Nordeste registrou uma das maiores altas regionais do etanol, de 4,42%, com preço médio de R$ 4,96. A gasolina na região também subiu 1,72%, chegando a R$ 6,49. No Centro-Oeste, o etanol foi vendido a R$ 4,73, após aumento de 3,50%, enquanto a gasolina atingiu R$ 6,55, com alta de 1,55%. Já no Sul, o etanol avançou 3,03%, para R$ 4,76, e a gasolina teve a maior elevação regional, de 2,22%, alcançando R$ 6,45.
Entre os estados, o etanol mais caro do País na primeira quinzena de janeiro foi encontrado no Amazonas, com preço médio de R$ 5,48, mesmo após leve alta de 0,55%. O menor valor médio foi registrado em São Paulo, a R$ 4,44, apesar do aumento de 3,26% no período. O maior avanço do etanol ocorreu no Rio Grande do Norte, onde o preço subiu 13,07%, chegando a R$ 5,19. Em sentido oposto, o Acre apresentou a maior queda, de 2,99%, com o litro recuando para R$ 5,20.
No caso da gasolina, os maiores preços médios seguiram concentrados no Norte, com destaque para Roraima, onde o litro foi vendido a R$ 7,41, sem variação em relação à quinzena anterior. Os menores valores apareceram novamente no Sudeste, especialmente em São Paulo, com média de R$ 6,28.
Apesar das altas, a Edenred ressalta que o etanol continua competitivo em diversos estados. “Mesmo com o aumento registrado no início do ano, o biocombustível ainda é vantajoso quando seu preço representa até 70% do valor da gasolina. Além disso, oferece ganhos ambientais relevantes, por emitir menos poluentes e contribuir para a redução da pegada de carbono”, reforça Mascarenhas.
O IPTL é elaborado a partir das transações realizadas em cerca de 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log em todo o País.