Gasolina sobe para R$ 6,46 e etanol avança a R$ 4,70 em janeiro, aponta levantamento nacional
Alta de ICMS e retomada da demanda pressionam preços nas bombas; biocombustível sobe 3,52% no mês
César Tizo - janeiro 30, 2026
O preço dos combustíveis começou 2026 em alta nos postos brasileiros. Em janeiro, a gasolina registrou aumento médio de 1,89% sobre dezembro, passando a custar R$ 6,46 por litro, enquanto o etanol avançou ainda mais, com alta de 3,52%, chegando a R$ 4,70. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que consolida as transações realizadas em cerca de 21 mil postos credenciados em todo o País.
De acordo com a análise, o movimento reflete a retomada gradual da demanda típica do início do ano, combinada a fatores regionais de oferta, especialmente no caso do etanol. A gasolina, por sua vez, sofreu impacto direto do reajuste do ICMS.
Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, a redução de 5,2% anunciada pela Petrobras no preço da gasolina para as distribuidoras não foi suficiente para conter a alta nas bombas. O aumento médio de 6,37% no ICMS acabou se sobrepondo ao corte, resultando em um saldo final positivo de cerca de 1,17% frente a dezembro.
“Na prática, isso significa que, mesmo com a queda no preço de origem, o consumidor ainda percebeu um leve aumento nas bombas, com impacto relativamente limitado no bolso”, explica o executivo.
Regionalmente, todas as áreas do País registraram elevação tanto para gasolina quanto para etanol. O Nordeste apresentou o maior avanço do biocombustível, com alta de 5,23% e preço médio de R$ 5,03. O Sudeste manteve o etanol mais barato do Brasil, mesmo após subir 3,82%, com média de R$ 4,62. Já o Norte continuou com o litro mais caro, a R$ 5,30.
Para a gasolina, o maior reajuste foi observado no Sul, com alta de 2,38% e preço médio de R$ 6,46. O Sudeste novamente apresentou os menores valores, a R$ 6,34 por litro, apesar do aumento de 1,77%. O Norte seguiu como a região mais cara, com média de R$ 6,83.
No recorte por estados, o etanol mais caro foi encontrado no Amazonas, a R$ 5,48, enquanto São Paulo registrou o menor preço médio, de R$ 4,50. O maior aumento mensal ocorreu no Rio Grande do Norte, onde o biocombustível saltou 15,18%, chegando a R$ 5,31. Rondônia apresentou a maior queda, de 2,05%.
Entre os preços da gasolina, Roraima manteve o maior valor do País, a R$ 7,41, estável em relação ao mês anterior. A Paraíba teve o menor preço médio, de R$ 6,20. O Rio Grande do Norte registrou a maior alta estadual, de 7,06%, enquanto Alagoas apresentou a principal redução, de 0,61%.
Apesar dos reajustes, a escolha entre gasolina e etanol ainda depende da relação de preços local e do consumo de cada veículo. “O etanol segue como alternativa mais sustentável, por emitir menos poluentes e contribuir para uma mobilidade de baixo carbono”, reforça Mascarenhas.
O IPTL é baseado nos abastecimentos realizados em uma ampla rede de postos credenciados e utiliza estrutura de ciência de dados para consolidar os valores médios praticados no País, oferecendo um retrato abrangente do comportamento dos preços nas bombas.
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