Geely EX5 EM-i: conheça o futuro rival de BYD Song e Haval H6 no Brasil
Nova opção mecânica do Geely EX5 chegará inicialmente importada ao Brasil e ganhará montagem local no segundo semestre
César Tizo - março 3, 2026
O Geely EX5 EM-i, que será lançado em breve no Brasil e será montado localmente a partir do segundo semestre no Paraná, já começou a rodar em mercados internacionais. E as primeiras impressões publicadas pelo site russo Kolesa ajudam a antecipar o que o consumidor brasileiro pode esperar do SUV híbrido plug-in.
Na China, o modelo atende por um nome bem mais chamativo: Galaxy Starship 7. Fora do marketing “espacial”, trata-se de um SUV médio-grande (4,74 m de comprimento) com proposta racional: arquitetura moderna, bom pacote de equipamentos e sistema híbrido plug-in voltado à economia de combustível no uso diário.
Geely EX5 EM-i
Visualmente, o EX5 EM-i difere do EX5 puramente elétrico, já à venda no Brasil, principalmente pelo design adotado na dianteira. Os faróis recebem conjunto bipartido, com luzes diurnas no topo interligadas por uma barra e os módulos principais mais abaixo, no para-choque. As maçanetas convencionais substituem as retráteis do EX5 elétrico, priorizando praticidade. De perfil e na traseira, as mudanças são discretas.
Por dentro, o Kolesa descreve um ambiente simples, mas agradável, para o EX5 híbrido plug-in. O acabamento mistura tons escuros com opção marrom, no caso do mercado russo, e a ergonomia é elogiada pela boa faixa de ajustes de bancos e volante, algo ainda raro em muitos chineses. A central multimídia de 15,4 polegadas recebeu elogios pela resolução, rapidez nas respostas e facilidade de uso, além de manter comandos de climatização fixos na tela, mesmo com o espelhamento de smartphones em uso.
Há, porém, críticas. O quadro de instrumentos de 10,2” é considerado confuso, com excesso de informações pequenas, e faltam botões físicos para funções essenciais. Algumas soluções, como a abertura do porta-malas apenas por comando virtual na tela, também são vistas como pouco práticas.
O espaço traseiro é amplo, com bom vão para pernas e cabeça, enquanto o porta-malas é descrito como “adequado”, sem grandes recursos de organização.
Geely EX5 EM-i
A base é a plataforma modular GEA, que integra uma bateria de 18,4 kWh ao assoalho. O conjunto motriz combina motor 1.5 aspirado a gasolina de 99 cv, propulsor elétrico (217 cv/26,7 kgfm) e transmissão híbrida E-DHT, operando em esquema série-paralelo. Na prática, o carro pode rodar apenas no modo elétrico, usar o motor a combustão para tracionar as rodas ou gerar energia, ou ainda combinar ambos para entregar desempenho máximo.
O EX-5 EM-i, segundo dados oficiais, é capaz de alcançar 100 km/h em 8,1 segundos e conta com velocidade máxima de 170 km/h, números em linha com os concorrentes diretos. A autonomia em modo puramente elétrico, de acordo com o ciclo WLTP, é de 111 km.
No uso urbano, com a bateria acima de 20%, o EX5 EM-i é descrito como ágil e silencioso, com direção leve e suspensão confortável, absorvendo bem imperfeições. O problema aparece quando a carga baixa: o desempenho cai, o motor térmico passa a trabalhar em rotações mais altas e o consumo sobe consideravelmente.
Segundo o relato, sem carga suficiente o gasto pode chegar a 12–13 l/100 km (algo entre 7,7 e 8,3 km/l), patamar alto para um híbrido. Já mantendo a bateria carregada, os números ficam mais próximos do esperado, com consumo bem menor, na casa de 6,2 l/100 km ou 16,1 km/l. Em outras palavras, a eficiência depende diretamente do hábito de recarregar o carro com frequência.
Geely EX5 EM-i
O próprio sistema de recarga também não é dos mais rápidos, o que reforça a necessidade de planejamento. Para o site russo, o EX5 EM-i é um híbrido que demanda disciplina do usuário para extrair o melhor em termos de eficiência.
No balanço geral, o Kolesa enxerga o SUV como uma proposta honesta, confortável e bem equipada, mas longe de ser revolucionária. É um modelo pensado mais para quem tem acesso diário a pontos de recarga e quer reduzir consumo do que para um uso despreocupado, cenário em que um híbrido auto-recarregável é mais indicado.
Para o Brasil, onde o EX5 EM-i chegará como opção eletrificada nacionalizada, o conjunto pode fazer sentido como alternativa intermediária entre híbridos convencionais e elétricos puros. Se mantiver preço competitivo e bom pacote de equipamentos, tende a atrair quem busca economia no custo de uso e amplo espaço interno, com a flexibilidade de não depender exclusivamente da propulsão elétrica.
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