Suzuki e Vitara elétrico estreia no Brasil com tração integral e 184 cv
SUV, que inaugura nova fase da marca no Brasil, chega em versão única 4Style com dois motores e autonomia de 293 km
César Tizo - março 3, 2026
A Suzuki inaugura uma nova fase no Brasil ao confirmar a chegada do e Vitara, primeiro SUV 100% elétrico da marca e equipado com tração integral. O modelo desembarca nas próximas semanas em versão única 4Style 4×4, marcando a eletrificação de um nome tradicional no portfólio da fabricante japonesa, já conhecido pelos brasileiros desde os anos 1990.
O foco está no conjunto técnico. O e Vitara adota dois motores elétricos, um por eixo, resultando em tração integral sob demanda. Na dianteira, são 174 cv e 19,6 kgfm, enquanto o motor traseiro adiciona 65 cv e 11,6 kgfm. A potência combinada declarada é de 184 cv, com torque máximo de 31,2 kgfm, números que permitem ao e Vitara acelerar de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos.
Suzuki e Vitara
A energia vem de uma bateria de íons de lítio de 61 kWh, que confere ao SUV autonomia para 293 quilômetros já de acordo com o padrão Inmetro. O carregamento pode ser feito em corrente alternada (AC) a 7 kW, levando cerca de 9 horas para ir de 10% a 100%, ou em corrente contínua (DC) pelo padrão CCS2 a até 150 kW, reduzindo o tempo de 10% a 80% para aproximadamente 45 minutos.
A base para o Vitara elétrico é a nova plataforma HEARTECT-e, desenvolvida especificamente para elétricos. Segundo a marca, a arquitetura combina rigidez estrutural e eficiência térmica, garantindo operação em faixas extremas de temperatura, de –30 ºC a +60 ºC. Mais de 50% da carroceria utiliza aços de alta resistência, contribuindo para segurança e estabilidade.
Suzuki e Vitara
As dimensões também privilegiam o uso urbano sem sacrificar espaço interno, segundo a Suzuki. O e Vitara conta com entre-eixos de 2,70 metros, enquanto o raio de giro de 5,2 metros facilita manobras em locais apertados. O porta-malas parte de 310 litros, com banco traseiro deslizante para ampliar a área de carga.
No fora de estrada, o e Vitara mantém o DNA tradicional da marca com o sistema AllGrip-e, evolução elétrica do conhecido AllGrip. Há dois modos de condução. No “Auto”, o gerenciamento distribui torque entre os eixos de forma automática para otimizar estabilidade e tração. Já o modo “Trail” é voltado a pisos de baixa aderência, como lama ou neve, freando rodas que patinam para transferir força às que têm mais contato com o solo.
Suzuki e Vitara
A cabine aposta em apelo tecnológico. O painel reúne duas telas integradas, sendo 10,25 polegadas para o quadro de instrumentos e 10,1 polegadas para a central multimídia, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Há ainda console flutuante, freio de estacionamento eletromecânico com função Auto Hold, teto de vidro e iluminação ambiente.
Em segurança, o SUV oferece pacote completo de assistências à condução, incluindo controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de pontos cegos, assistente de permanência em faixa, alerta de tráfego cruzado traseiro, farol alto adaptativo e sistema de câmeras 360º.
Com a combinação de tração integral e dois motores, o e Vitara surge como alternativa rara no mercado: um SUV compacto 100% elétrico com real vocação off-road. O preço ainda será divulgado, mas a HPE Automotores, representante da marca japonesa no Brasil, deverá posicionar o SUV como vitrine tecnológica para a nova fase da Suzuki no país. A conferir.
Que matéria maluca. Afirma que o veículo possui um motor de 174 cavalos + 1 motor de 65 cavalos. Logo a potência combinada seria 239 cavalos. E aqui vocês anunciam 184 CV. Qual é a informação válida? Em qual dado acreditar?
Romão, a dúvida é comum e nasce de uma lógica que pode ser usada para motores puramente térmicos, mas não para sistemas eletrificados de propulsão.
No caso do Suzuki, não é correto somar simplesmente 174 cv + 65 cv. Em veículos elétricos com dois motores, a potência máxima de cada propulsor é medida em condições diferentes de rotação, carga e temperatura. Ou seja, eles não atingem seus picos ao mesmo tempo.
Por isso, a potência combinada divulgada pela fabricante não é a soma aritmética, mas sim a potência máxima real que o sistema consegue entregar simultaneamente. Vale salientar ainda que ela pode ser limitada por fatores como gerenciamento eletrônico, inversores, bateria e capacidade de descarga de energia.
Na prática, o sistema até pode ter 239 cv “instalados”, mas o pico utilizável do conjunto é de 184 cv — e é esse número que vale como potência oficial, assim como ocorre em híbridos e elétricos de outras marcas.
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Que matéria maluca. Afirma que o veículo possui um motor de 174 cavalos + 1 motor de 65 cavalos. Logo a potência combinada seria 239 cavalos. E aqui vocês anunciam 184 CV. Qual é a informação válida? Em qual dado acreditar?
Romão, a dúvida é comum e nasce de uma lógica que pode ser usada para motores puramente térmicos, mas não para sistemas eletrificados de propulsão.
No caso do Suzuki, não é correto somar simplesmente 174 cv + 65 cv. Em veículos elétricos com dois motores, a potência máxima de cada propulsor é medida em condições diferentes de rotação, carga e temperatura. Ou seja, eles não atingem seus picos ao mesmo tempo.
Por isso, a potência combinada divulgada pela fabricante não é a soma aritmética, mas sim a potência máxima real que o sistema consegue entregar simultaneamente. Vale salientar ainda que ela pode ser limitada por fatores como gerenciamento eletrônico, inversores, bateria e capacidade de descarga de energia.
Na prática, o sistema até pode ter 239 cv “instalados”, mas o pico utilizável do conjunto é de 184 cv — e é esse número que vale como potência oficial, assim como ocorre em híbridos e elétricos de outras marcas.
Espero ter esclarecido!
Tem previsão de valores?
Por enquanto não, porém o preço deverá ser informado em breve
Tenho um 2020, estou aguardando chegar o novo.