Diesel dispara até 13,6% em março e pressiona custos no Brasil
Levantamento aponta alta generalizada dos combustíveis, com impacto do petróleo internacional e reajustes internos
César Tizo - março 31, 2026
A escalada dos preços dos combustíveis ganhou força em março no Brasil, com destaque para o diesel, que registrou aumentos expressivos e atingiu um novo patamar no país. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 teve alta média de 13,6% sobre fevereiro, chegando a R$ 7,10 por litro, enquanto o diesel comum avançou 12,34%, com preço médio de R$ 7,01.
O movimento ocorre em um contexto de maior pressão internacional sobre o petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, além de ajustes domésticos, como o reajuste promovido pela Petrobras ao longo do mês. O avanço reforça o impacto direto sobre os custos do transporte e da logística, com reflexos em toda a cadeia econômica.
Gasolina e etanol também acompanharam a tendência de alta, embora de forma mais moderada. A gasolina subiu 3,41%, com preço médio de R$ 6,67 por litro, enquanto o etanol avançou 1,26%, chegando a R$ 4,83. Apesar disso, o biocombustível só foi mais vantajoso economicamente em oito estados no período.
A análise regional mostra que todas as regiões registraram aumento nos preços do diesel. No caso do tipo comum, o Centro-Oeste liderou as altas, com avanço de 16,99% e média de R$ 7,30. Já o Norte manteve o diesel mais caro do país, a R$ 7,34, enquanto o Sul apresentou o menor valor médio, de R$ 6,74.
Preços médios dos combustíveis por região segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL)
Para o diesel S-10, o comportamento foi semelhante: altas generalizadas, com destaque novamente para o Centro-Oeste (+14,78%) e para o Sul (+14,45%). O Norte concentrou o maior preço médio, de R$ 7,39, e o Sul o menor, de R$ 6,89.
Entre os estados, Roraima registrou os maiores preços médios tanto para o diesel comum (R$ 7,93) quanto para o S-10 (R$ 7,96). Já o Rio Grande do Sul apresentou os menores valores, com médias de R$ 6,62 e R$ 6,68, respectivamente. Goiás se destacou pelas maiores altas mensais, superando 21% no diesel comum e 19% no S-10. Não houve registro de queda nos preços do diesel em nenhum estado.
No caso da gasolina, todas as regiões também apresentaram aumento, com o Nordeste liderando a alta (6,43%) e média de R$ 6,95. O Norte segue com o combustível mais caro (R$ 7,12), enquanto o Sudeste registra o menor preço médio (R$ 6,52).
O etanol teve comportamento mais contido, com destaque para a alta de 4,50% no Nordeste. O maior preço médio foi registrado no Norte (R$ 5,48), enquanto o Sudeste concentrou o menor valor, de R$ 4,75. Entre os estados, São Paulo teve o etanol mais barato (R$ 4,63), enquanto o Rio Grande do Norte apresentou o mais caro (R$ 5,69).
Apesar da desaceleração observada no fim de março, o cenário segue volátil. Segundo a análise do IPTL, não há sinais claros de queda estrutural nos preços, o que mantém os combustíveis sujeitos a novas oscilações nas próximas semanas, tanto por fatores externos quanto por ajustes no mercado interno.
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