Kia Tasman: o que esperar da picape que quer desafiar Hilux e Ranger no Brasil
Avaliada na Austrália, nova rival de Toyota Hilux e Ford Ranger se destaca pelo refinamento, mas tem pontos de atenção
César Tizo - abril 20, 2026
A Kia avança no processo de homologação da inédita Tasman para o mercado brasileiro e, enquanto o lançamento não acontece, as primeiras avaliações internacionais ajudam a antecipar o que esperar da nova picape média. Em teste recente realizado pelo Carscoops na Austrália, a versão X-Pro revelou um conjunto técnico consistente, ainda que com ressalvas importantes.
Desenvolvida sobre uma plataforma inédita com chassi de longarinas, a Tasman entra diretamente em um dos segmentos mais competitivos do mercado global, hoje dominado por modelos como Toyota Hilux, Ford Ranger, Mitsubishi Triton e Isuzu D-Max. No caso do mercado australiano, a picape é equipada com o motor 2.2 turbodiesel de quatro cilindros, entregando 206 cv e 45 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático de 8 marchas.
Kia Tasman
Segundo a publicação, o conjunto mecânico é um dos destaques do modelo. O motor apresenta respostas rápidas e funcionamento mais refinado do que o habitual para picapes médias, com boa entrega de força e baixo nível de ruído. A transmissão também foi elogiada pelo funcionamento suave e eficiente.
Outro ponto de destaque está no interior. De acordo com o Carscoops, a Tasman oferece um dos habitáculos mais sofisticados do segmento, rivalizando diretamente com propostas mais modernas como a BYD Shark, apontam os responsáveis pela avaliação. O modelo aposta em um conjunto tecnológico com painel digital de 12,3 polegadas, central multimídia do mesmo tamanho e comandos físicos bem resolvidos, além de bom espaço interno e soluções práticas.
Kia Tasman
Por outro lado, nem tudo são elogios. O principal ponto de crítica recai sobre o design externo, considerado controverso e até mesmo “difícil de defender” pelo próprio avaliador. A proposta ousada da Kia claramente foge do padrão conservador do segmento, o que pode dividir opiniões entre os consumidores.
No comportamento dinâmico, a Tasman também apresenta pontos positivos e limitações. A picape foi considerada confortável e estável no uso urbano e rodoviário, além de competente no off-road, com modos de condução específicos e recursos como bloqueio de diferencial traseiro. No entanto, a suspensão traseira com feixe de molas se mostrou mais rígida quando o veículo está vazio, algo comum no segmento, mas que fica mais evidente frente a rivais mais sofisticados.
Kia Tasman
Outro aspecto citado é a potência apenas adequada. Apesar do bom funcionamento, o motor entrega menos torque que alguns concorrentes diretos e pode limitar aplicações mais severas, como reboque frequente de cargas mais pesadas — especialmente quando comparado a versões com motores V6 disponíveis em rivais.
Com capacidade de reboque de até 3.500 kg, pacote completo de assistência à condução e foco em versatilidade, a Kia Tasman chega como uma proposta equilibrada dentro da categoria. A avaliação do Carscoops indica que, se por um lado o visual pode ser um obstáculo, por outro o conjunto técnico, o nível de acabamento e o conforto colocam a picape como uma concorrente relevante.
Para o Brasil, a expectativa é que a Tasman mantenha essa base mecânica e aposte justamente no diferencial de acabamento e tecnologia para disputar espaço em um segmento tradicionalmente dominado por propostas mais conservadoras. A conferir.
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