BAIC registra compromissos no Mover antes de estrear no Brasil
Despacho do MDIC formaliza obrigações da marca chinesa para comercializar veículos novos; Arcfox T1 e T5 estão entre os primeiros modelos previstos
César Tizo - setembro 27, 2026
A BAIC deu mais um passo para iniciar sua operação comercial no Brasil. Um despacho publicado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 25 de setembro registra os compromissos assumidos pela BAIC Motor Brazil no âmbito das regras do programa Mover. O ato produz efeitos desde 31 de agosto de 2026.
Esse registro é exigido de fabricantes e importadores para comercializar veículos novos no país. Ele formaliza a obrigação de atender às metas previstas na regulamentação, mas não equivale à comprovação antecipada de que todos os requisitos já foram cumpridos, nem confirma uma fábrica brasileira.
O que o registro exige da BAIC
O Mover estabelece compromissos de eficiência energética e emissões, reciclabilidade, adesão a programas de etiquetagem e desempenho estrutural com tecnologias de assistência à direção. As exigências específicas variam conforme a classificação dos veículos. Cabe ao MDIC acompanhar os resultados apresentados pelas empresas e verificar o cumprimento das metas.
A partir de janeiro de 2027, também está prevista a exigência de compromissos relativos à pegada de carbono do veículo ao longo de seu ciclo de vida. O despacho da BAIC trata do registro necessário para atuar sob essas regras, sem anunciar concessão automática de incentivo fiscal.
Arcfox T5 está entre os primeiros modelos apresentados pela BAIC para o Brasil
Arcfox T1 e T5 estão nos planos para o Brasil
A estreia da BAIC no segmento de automóveis será conduzida pela Arcfox, sua marca de veículos elétricos. O compacto T1 e o SUV T5 já foram apresentados como os primeiros produtos da operação brasileira. A previsão divulgada para o início das vendas do T1 é novembro, enquanto preços, versões, equipamentos e autonomia homologada para o país ainda dependem de confirmação.
A empresa também manifesta a intenção de produzir veículos no Brasil e de ampliar sua rede de concessionárias. A decisão sobre local, investimento e cronograma industrial não consta do despacho publicado agora. Por isso, o avanço regulatório deve ser separado do projeto de fabricação nacional, que ainda requer anúncios específicos da companhia.
We use cookies to ensure that we give you the best experience on our website. If you continue to use this site we will assume that you are happy with it.