Carros pelo Mundo | Geely lança SUV de 1.128 cv; China revê segurança
Geely define preços do Cruiser 700, China consulta novas exigências para cabines e CATL amplia parceria com a Seres
César Tizo - outubro 11, 2026
As principais novidades, lançamentos e movimentos da indústria automotiva internacional que podem interessar ao mercado brasileiro
A Geely colocou à venda na China seu novo SUV híbrido plug-in de proposta off-road. O Galaxy Cruiser 700 chega com seis versões e preço de lançamento inferior ao anunciado na pré-venda, enquanto o governo chinês discute limites para equipamentos que transformam o interior dos automóveis.
Esta edição acompanha ainda a ampliação da parceria entre CATL e Seres para baterias dos modelos Aito. São três movimentos distintos: estreia comercial, proposta regulatória e expansão industrial, todos com informações divulgadas em 10 de outubro.
Geely lança Cruiser 700 com preço promocional de 179.800 yuans
O Geely Galaxy Cruiser 700, chamado Zhanjian 700 na China e também identificado como Battleship 700 pela imprensa internacional, foi lançado em 10 de outubro. O SUV havia aparecido nesta coluna durante a pré-venda; agora, a novidade é a definição da gama comercial e dos preços de lançamento.
As seis versões têm tabela de 189.800 a 379.800 yuans. A oferta inicial anunciada pela marca reduz a faixa para 179.800 a 369.800 yuans, já considerados benefícios de 6 mil yuans relacionados ao imposto de compra e 4 mil yuans de seguro. Há ainda uma condição adicional vinculada à troca de veículo, que não deve ser confundida com o preço disponível sem essa exigência.
A linha combina motores 1.5 turbo ou 2.0 turbo com propulsão elétrica e transmissão híbrida de três marchas. No topo, a potência combinada chega a aproximadamente 1.128 cv, com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,95 segundos, segundo a Geely. Esses números não correspondem à versão de entrada.
As autonomias elétricas declaradas variam conforme a configuração: 305 km nas opções 1.5 turbo de tração dianteira, 280 km nas 1.5 turbo com três motores elétricos e tração integral, e 270 km nas 2.0 turbo de três motores elétricos. Os valores seguem o ciclo chinês CLTC e não são diretamente comparáveis aos do Inmetro.
O lançamento reforça a expansão da família Galaxy para SUVs de proposta aventureira. Não há anúncio de comercialização do Cruiser 700 no Brasil.
Geely Galaxy Cruiser 700 estreia comercialmente na China
China propõe novas exigências para telas e bancos
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o MIIT, abriu em 10 de outubro uma consulta pública sobre a avaliação de segurança de soluções inovadoras nos automóveis. O prazo para contribuições termina em 10 de novembro. O documento é uma proposta, ainda sujeita a alterações.
Entre as medidas discutidas está a proibição de telas dobráveis ou flexíveis no veículo. O texto também determina que funções importantes para a segurança, como iluminação, limpadores e desembaçamento, tenham comandos físicos quando puderem ser acionadas por interfaces virtuais.
Outra frente envolve os bancos. Configurações de gravidade zero, rotação ou transformação em cama deveriam ficar indisponíveis com o automóvel em movimento. A proposta também amplia exigências de avaliação de equipamentos e de informação clara ao consumidor sobre os limites das funções oferecidas.
O tema avança além da discussão sobre botões físicos já acompanhada pelo site. A atenção agora recai sobre um conjunto mais amplo de soluções de cabine e seus riscos de uso.
Como parte dos projetos chineses também abastece outros mercados, esse debate merece acompanhamento no Brasil. A consulta, porém, não cria uma obrigação brasileira nem permite concluir que um modelo específico esteja irregular.
Cabine do Geely Cruiser 700: imagem ilustrativa das soluções de interior
CATL e Seres ampliam parceria para baterias da Aito
CATL e Seres assinaram em 10 de outubro, em Chongqing, um acordo de cooperação de longo prazo. Segundo comunicado da fabricante de baterias reproduzido pelo Sina, a parceria mantém o fornecimento da CATL para toda a linha Aito e prevê expansão da produção dentro do complexo industrial da Seres.
A segunda fase terá capacidade anual planejada de 10 a 12 GWh. Depois de concluída, a soma das duas etapas deverá superar 20 GWh por ano. Trata-se de capacidade futura prevista no acordo, e não de um volume adicional já disponível. O comunicado não informa a data de entrada em operação dessa etapa.
As empresas também pretendem cooperar em recarga ultrarrápida, serviços de baterias e expansão internacional, citando Europa, Oriente Médio e Ásia Central. Não foram anunciados modelos, prazos ou projetos para o Brasil nesse comunicado.
Resumo
O conjunto das notícias mostra como a disputa chinesa vai além de potência e equipamentos: preços de lançamento, segurança de uso e capacidade industrial passam a caminhar juntos. Para o consumidor brasileiro, o ponto central é acompanhar quais dessas soluções serão efetivamente incorporadas aos produtos oferecidos aqui.
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