Ônibus a diesel custa R$ 25 mil por mês para rodar; elétrico gasta R$ 5 mil
Capital paulista amplia frota elétrica e reforça estratégia de reduzir custos operacionais e emissões no transporte público
César Tizo - março 11, 2026
A substituição de ônibus movidos a diesel por modelos elétricos no transporte público de São Paulo pode gerar uma economia relevante nas operações. Segundo a prefeitura, cada veículo elétrico apresenta um custo energético mensal cerca de R$ 20 mil menor em comparação com um coletivo convencional movido a diesel.
A estimativa foi destacada pelo prefeito Ricardo Nunes durante a apresentação de 110 novos ônibus elétricos realizada nesta quarta-feira (11), em frente ao estádio do Pacaembu, na zona Oeste da capital paulista. Desse total, 53 unidades foram entregues pela fabricante brasileira Eletra Industrial.
De acordo com o prefeito, enquanto um ônibus a diesel consome aproximadamente R$ 25 mil por mês em combustível na cidade, o custo energético de um modelo elétrico gira em torno de R$ 5 mil mensais.
“São R$ 20 mil por mês de economia. Depois de 10 anos, o elétrico já se pagou”, afirmou Nunes durante o evento. Ele também ressaltou que a eletrificação da frota traz benefícios adicionais, como redução de emissões e impactos positivos na saúde pública.
Além do ganho operacional, o prefeito destacou o papel da indústria nacional no processo de transição energética do transporte público. Segundo ele, apenas a Eletra deverá entregar cerca de 600 novos ônibus elétricos ao sistema de transporte da capital paulista ao longo de 2026.
Apresentação dos 110 ônibus elétricos entregues para a cidade de São Paulo – Imagem: Renato Pinheiro/Prefeitura de São Paulo
Frota elétrica em expansão
Com a entrega desta quarta-feira, São Paulo passa a contar com 1.259 ônibus elétricos em operação, sendo 1.107 modelos a bateria e 189 trólebus, de acordo com dados da prefeitura.
A Eletra responde por 712 desses veículos, incluindo 523 ônibus elétricos a bateria e os 189 trólebus da cidade.
Os 53 coletivos apresentados nesta semana utilizam plataforma Mercedes-Benz, carrocerias Caio e baterias e motores fornecidos pela WEG — conjunto que, segundo a montadora, é totalmente produzido no Brasil.
Entre os veículos entregues, estão três unidades do modelo e-Articulado, com 21 metros de comprimento, destinadas a linhas de alta demanda e corredores estruturais. Os demais são do tipo e-Básico, voltados ao transporte urbano convencional.
A distribuição dos veículos ocorreu entre empresas que operam na zona Leste da capital: a Viação Metrópole Paulista recebeu três unidades do modelo articulado, enquanto a Transunião Transportes ficou com 30 ônibus e a Allibus Transportes com 20 unidades.
Indústria nacional
Segundo Milena Braga Romano, diretora-presidente da Eletra, a empresa busca desenvolver soluções adaptadas às necessidades de cada operador de transporte.
A executiva destacou que a companhia nasceu dentro de um grupo operador de transporte coletivo, o que contribui para o desenvolvimento de veículos alinhados às demandas reais das cidades.
Atualmente, a Eletra desenvolve e fabrica ônibus elétricos nas versões trólebus, híbrida e 100% elétrica a bateria, além de realizar retrofit de veículos pesados.
A empresa também inaugurou recentemente uma nova fábrica em São Bernardo do Campo (SP), com capacidade para produzir até 2.700 ônibus por ano, reforçando a estratégia de ampliar a eletrificação do transporte público no Brasil e em outros países da América Latina.
Ônibus elétricos alcançam uma economia de R$ 20 mil para rodar em relação aos modelos a diesel – Imagem: Renato Pinheiro/Prefeitura de São Paulo
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