Vai comprar um patinete ou bicicleta elétrica? Veja seis cuidados para fazer a melhor escolha
Expansão da mobilidade elétrica amplia a oferta de veículos autopropelidos, mas especialistas recomendam atenção
César Tizo - julho 9, 2026
O crescimento da mobilidade elétrica no Brasil tem impulsionado a procura por veículos autopropelidos, como patinetes e outros equipamentos destinados aos deslocamentos urbanos. Com uma oferta cada vez maior de modelos e marcas, especialistas alertam que escolher apenas pelo preço pode resultar em problemas de segurança, manutenção e durabilidade.
Dados da Abraciclo mostram que os modelos elétricos foram o segundo segmento mais produzido no País em abril de 2026, com 6.768 unidades fabricadas. O avanço reflete a busca por alternativas de transporte mais econômicas e sustentáveis, mas também torna a decisão de compra mais complexa para consumidores que estão adquirindo seu primeiro equipamento.
Segundo David Peterle, CEO da StreetGo, o aumento da concorrência exige que o comprador avalie mais do que autonomia e design.
“Hoje existe uma oferta muito maior de modelos e marcas, o que é positivo para o mercado. Ao mesmo tempo, isso faz com que muitas pessoas comprem o primeiro autopropelido sem saber exatamente o que precisam observar em relação à segurança, qualidade dos componentes e suporte da marca. Informação é tão importante quanto o produto nesse momento de expansão do setor“, afirma.
O executivo ressalta ainda que o custo-benefício deve ser analisado ao longo da vida útil do veículo.
“Mais do que autonomia ou design, vale avaliar fatores como assistência técnica, disponibilidade de peças, procedência da bateria e qualidade dos componentes. Um autopropelido é um meio de transporte para uso diário e precisa oferecer confiabilidade para acompanhar a rotina do usuário durante muitos anos.”
Seis principais cuidados antes da compra
1. Confira se o veículo atende à legislação
O primeiro passo é verificar se o modelo está enquadrado na Resolução CONTRAN nº 996/2023. Os autopropelidos devem respeitar limites de potência e velocidade, além de contar com equipamentos obrigatórios, como velocímetro, campainha e sistemas de iluminação dianteira, traseira e lateral.
Modelos fora dessas especificações podem enfrentar restrições de circulação.
2. Desconfie de preços muito baixos
Equipamentos vendidos por valores muito inferiores aos praticados pelo mercado podem utilizar baterias sem certificação, motores menos eficientes e componentes de qualidade inferior.
Segundo especialistas, isso pode reduzir a vida útil do produto e aumentar os custos com manutenção.
3. Analise a bateria além da autonomia
A autonomia divulgada pelo fabricante não deve ser o único critério de avaliação.
Também é importante verificar a capacidade da bateria, a procedência das células, o tempo de recarga, a vida útil estimada e a disponibilidade de substituição no futuro.
4. Pesquise a assistência técnica
Outro erro frequente é ignorar o pós-venda.
Antes da compra, vale confirmar se a marca possui assistência técnica autorizada no Brasil, oferta de peças de reposição e canais de atendimento ao consumidor.
5. Observe a qualidade da estrutura
Freios, pneus, suspensão e a estrutura do equipamento influenciam diretamente a estabilidade e a segurança durante o uso diário.
Um conjunto mais robusto tende a oferecer maior durabilidade e melhor desempenho em pisos irregulares e nas condições típicas do trânsito urbano.
6. Escolha um modelo adequado ao seu uso
Nem todos os autopropelidos atendem ao mesmo perfil de consumidor.
Quem pretende utilizá-lo diariamente para ir ao trabalho, por exemplo, deve priorizar conforto, autonomia e capacidade de carga. Já quem fará uso esporádico pode dar mais importância ao peso, à portabilidade e ao design.
Aumento da procura por autopropelidos demanda atenção dos consumidores na hora de escolher o melhor veículo
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