Citroën mostra novo 2CV elétrico com meta de custar € 15 mil
Conceito tem 3.760 mm, banco removível e antecipa modelo previsto para 2028, com fabricação na Europa
César Tizo - outubro 11, 2026
A Citroën revelou neste domingo (11) o 2 CV Concept, estudo elétrico de 3.760 mm de comprimento apresentado para o Salão de Paris. O conceito antecipa um modelo de série previsto para 2028, para o qual a marca planeja fabricação na Europa e preço inicial próximo de € 15 mil.
2 CV Concept antecipa o pequeno elétrico previsto para 2028
Metas de preço próximo de € 15 mil e peso de 1 tonelada
O preço divulgado agora pela Citroën é um objetivo para o futuro automóvel. A formulação oficial aponta para um valor próximo de € 15 mil, sem estabelecer uma tabela comercial, versões ou condições de venda. O conceito também não representa a configuração definitiva que chegará às lojas.
Para reduzir custos, a fabricante pretende manter o peso por volta de 1 tonelada. Segundo a marca, um veículo mais leve permite usar uma bateria menor, dimensionada para deslocamentos cotidianos. A apresentação ainda não informa potência, capacidade da bateria, autonomia ou desempenho de recarga.
A simplificação aparece também na construção. O estudo emprega superfícies planas e para-choques separados da carroceria, que podem ser substituídos individualmente. São escolhas que a Citroën relaciona à facilidade de fabricação e de reparo.
Faróis destacados, teto de lona e rodas de 18 polegadas
Com os 3.760 mm de comprimento, o conceito é mais curto que o 2CV original, de acordo com a fabricante. Os faróis redondos separados da carroceria, agora com LEDs, acompanham um capô marcado por vincos longitudinais. O para-brisa quase vertical, os para-lamas arredondados e o teto curvo reforçam a ligação com o clássico apresentado em 1948.
As rodas de aço de 18 polegadas recebem pequenos apliques amarelos, enquanto os indicadores de direção ficam nas colunas traseiras. Na parte de trás, a tampa preta desce até o para-choque e é ladeada por lanternas de LED. O teto de lona é enrolável manualmente e, quando fechado, permanece translúcido para deixar a luz entrar na cabine.
Perfil recupera o teto curvo e os para-lamas arredondados do 2CV
Cabine tem banco removível e tela de 8 polegadas
O interior dispensa um painel convencional. Em seu lugar, uma estrutura cilíndrica sustenta o volante de um raio, comandos, um porta-objetos e a faixa de informações Citroën Smart Vision. Uma tela sensível ao toque de 8 polegadas, com formato quadrado, reúne gráficos inspirados em histórias em quadrinhos e três botões físicos para ajustar temperatura, volume e intensidade da ventilação.
Os bancos usam revestimento xadrez em amarelo e a tecnologia de conforto Advanced Comfort. Volante, comandos e estruturas dos assentos recebem detalhes beges, enquanto superfícies da cabine adotam tecidos com textura inspirada em tramas de cestaria.
Cabine combina tela de 8 polegadas com referências ao modelo clássico
O banco dianteiro pode ser retirado do carro para uso durante uma parada. A proposta de levar elementos da cabine para fora aparece ainda no rádio removível, batizado de Radioën, que funciona como caixa de som portátil. Uma cesta também removível ocupa o lugar do console central, e as portas têm puxadores feitos de tiras flexíveis.
Há referências mais discretas à história do 2CV: os pedais trazem os desenhos de uma tartaruga e de um coelho, enquanto os porta-objetos das portas foram concebidos para acomodar ovos. A solução remete ao requisito do projeto original de transportar esse tipo de carga sem quebrá-la.
Porta-objetos para ovos faz referência ao projeto original do 2CV
Novo 2CV tem foco europeu e Brasil segue sem anúncio
O plano apresentado prevê fabricação na Europa e a inclusão do novo modelo na gama da Citroën em 2028. A marca ainda precisará detalhar as especificações e mostrar quais soluções do conceito serão mantidas no automóvel de produção.
O anúncio não informa planos de lançamento, importação ou produção do novo 2CV no Brasil. A meta de preço em euros também não permite antecipar quanto ele custaria por aqui, pois uma eventual oferta dependeria da configuração, da origem e da estratégia comercial escolhidas para o mercado brasileiro.
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