BYD Song Pro Flex ficou mais eficiente? Veja o consumo oficial em modo híbrido
Versões GL e GS ampliam a autonomia elétrica e também melhoram o consumo com gasolina em relação às configurações anteriores
César Tizo - agosto 16, 2026
A chegada da motorização flex ao BYD Song Pro 2027 não serviu apenas para adaptar o híbrido plug-in à realidade dos combustíveis brasileiros. A atualização mais recente do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) mostra que as novas configurações também ficaram mais eficientes em vários aspectos.
Segundo o Inmetro, o Song Pro GL DM-i flex apresenta 57 km de autonomia no modo exclusivamente elétrico, enquanto o GS chega a 72 km.
As versões anteriores, até a linha 2026, aparecem na mesma tabela com 49 km de alcance para o GL e 62 km para o GS. Isso representa uma evolução de aproximadamente 16% nas duas configurações.
Autonomia elétrica aumentou nas duas versões
A comparação direta mostra um avanço de 8 km no Song Pro GL, que passa de 49 para 57 km de autonomia elétrica pelo padrão brasileiro.
No GS, a evolução é ainda maior em números absolutos: são 10 km adicionais, com o alcance passando de 62 para 72 km.
Versão
Anterior
Flex
Ganho
Song Pro GL
49 km
57 km
+16,3%
Song Pro GS
62 km
72 km
+16,1%
A melhora é importante porque amplia a possibilidade de utilizar o Song Pro como um elétrico durante os deslocamentos cotidianos, desde que o proprietário tenha o hábito de recarregar a bateria.
Para quem percorre distâncias menores diariamente, especialmente no caso do GS, os 72 km oficiais podem ser suficientes para realizar boa parte da rotina sem depender do motor a combustão.
BYD Song Pro Flex 2027
Flex também ficou melhor com gasolina
Outra surpresa aparece quando analisamos o consumo de combustível do SUV em modo híbrido.
O antigo Song Pro GL apenas a gasolina registrava 14,7 km/l na cidade e 11 km/l na estrada. Na nova configuração flex, quando abastecida com gasolina, os números passam para 16 km/l no ciclo urbano e 13,9 km/l no rodoviário.
Isso representa melhora de aproximadamente 8,8% na cidade e expressivos 26,4% na estrada.
No Song Pro GS até a linha 2026, o SUV estava homologado com parciais de 14,8 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. A nova configuração flex chega a 15,9 e 13,5 km/l, respectivamente, quando utiliza gasolina.
Nesse caso, os avanços constatados na linha 2027 ficam próximos de 7,4% no ciclo urbano e 12,5% no rodoviário.
E com etanol?
Naturalmente, a grande novidade do Song Pro 2027 é justamente a possibilidade de abastecer também com etanol.
Segundo o PBEV, o Song Pro GL flex percorre 12,1 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com o combustível de origem vegetal. Já o GS alcança 11,7 e 10,5 km/l, respectivamente.
Por contar com uma bateria menor (13,1 kWh) e ser mais leve (1.700 kg), o Song Pro GL é ligeiramente mais econômico do que a versão GS quando ambas utilizam etanol ou gasolina, embora a configuração superior ofereça maior autonomia elétrica graças à bateria de 18,3 kWh, o que eleva seu peso em ordem de marcha para 1.760 kg.
A tabela mostra ainda consumo energético de 0,53 MJ/km para o Song Pro GL flex e 0,55 MJ/km para o GS. Ambos recebem classificação A tanto em sua categoria quanto na comparação geral do PBEV e contam com o Selo Conpet de Eficiência Energética.
Tecnologia híbrida plug-in flex
O Song Pro teve papel importante na estratégia brasileira da BYD ao auxiliar no desenvolvimento da tecnologia híbrida plug-in flex da fabricante, que fez sua estreia local no SUV compacto Atto 2.
A configuração foi desenvolvida especificamente para funcionar com qualquer proporção de gasolina e etanol e começou a ganhar forma justamente no complexo industrial de Camaçari, na Bahia. Segundo a BYD, o motor 1.5 foi adaptado por equipes brasileiras e chinesas para trabalhar com o combustível nacional dentro da arquitetura DM-i.
Nesse sistema, a tração é predominantemente elétrica e o motor a combustão trabalha em grande parte do tempo como gerador de energia, embora também possa participar diretamente da tração do veículo em determinadas condições.
Os resultados divulgados pelo Inmetro mostram que a nacionalização da tecnologia flex veio acompanhada de uma evolução mensurável de eficiência.
Além de permitir o uso de etanol, o novo Song Pro ampliou sua autonomia elétrica e apresentou consumo melhor com gasolina do que as configurações anteriores. Para o consumidor, portanto, a mudança vai além da simples possibilidade de escolher qual combustível colocar no tanque.
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