Como é dirigir o novo BYD Yuan Plus de até 443 cv? Ingleses testaram o elétrico
Britânicos relatam a experiência ao volante do BYD Atto 3 Evo, que inaugurou um sofisticado conjunto propulsor na Europa
César Tizo - março 3, 2026
A reestilização do BYD Atto 3 na Europa foi muito além de uma simples atualização estética. Segundo a revista britânica Autocar, o novo Atto 3 Evo representa, na prática, uma segunda geração do SUV elétrico da BYD. E a evolução interessa diretamente ao mercado brasileiro, já que o Atto 3 europeu nada mais é do que o produto comercializado por aqui como Yuan Plus.
A publicação inglesa destaca que a estrutura técnica do SUV foi amplamente revista. O Atto 3 Evo utiliza uma nova versão da base mecânica e-Platform 3.0, agora com arquitetura elétrica de 800 V. Com isso, a potência de recarga praticamente dobrou, chegando a 220 kW, o suficiente para levar a bateria de 10% a 80% em cerca de 25 minutos.
Outra mudança importante é a troca da tração dianteira pela traseira. O motor principal foi deslocado para o eixo posterior, liberando espaço sob o capô para um pequeno porta-malas dianteiro (frunk) de 101 litros. Já o porta-malas traseiro cresceu levemente, chegando a 490 litros, sem sacrificar o espaço para passageiros.
BYD Atto 3 Evo lançado na Europa
Na versão de entrada Design, o conjunto entrega 308 cv e acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 5,5 segundos, com autonomia declarada de até 508 km no ciclo WLTP (316 milhas). No topo, a configuração Excellence adiciona um segundo motor, tração integral e 443 cv, baixando o tempo de aceleração para notáveis 3,9 segundos, tempo digno de automóvel esportivo, mas ao custo de uma redução no alcance, que fica em 470 km (292 milhas). As duas configurações usam bateria LFP de 74,8 kWh.
Por dentro, o BYD Atto 3 Evo também avança. A Autocar elogiou o acabamento, com materiais macios ao toque e sensação mais refinada que a média do segmento. A central multimídia de 15,6 polegadas ganhou novo software e abandonou a tela giratória das primeiras unidades. Há ainda painel digital de 8,8”, integração com apps do Google, bancos elétricos e bom nível de equipamentos de série.
O espaço interno continua sendo um dos trunfos do SUV, especialmente no banco traseiro, algo que já era bem avaliado no modelo anterior. Para uso familiar, a cabine ampla e o bom volume de bagagem ajudam o BYD a se posicionar como alternativa prática entre os SUVs elétricos de porte médio-grande.
BYD Atto 3 Evo
Nem tudo, porém, é consenso. A revista aponta que o acerto de suspensão é excessivamente macio para a potência disponível, gerando muita inclinação da carroceria em condução mais rápida. A direção também foi criticada por ser pesada demais em manobras e pouco comunicativa. Na prática, o conjunto dinâmico não acompanha o desempenho exuberante dos motores.
A eficiência energética também ficou apenas na média. Em testes reais, o consumo registrado sugere autonomia próxima de 430 km, número competitivo, mas sem destaque frente a concorrentes europeus mais recentes.
No veredicto, a Autocar considera o Atto 3 Evo um rival honesto entre os elétricos familiares, com interior caprichado, boa lista de equipamentos e usabilidade convincente. Porém, ainda carece de melhor acerto de direção, suspensão e consumo para se tornar referência.
Para o Brasil, onde o Yuan Plus ocupa o papel de SUV elétrico intermediário no portfólio da marca, a evolução vista na Europa indica um caminho promissor. Se as melhorias técnicas e de acabamento forem replicadas por aqui, o SUV pode ganhar fôlego extra frente à concorrência — especialmente se mantiver a estratégia de preço competitivo e bom pacote de equipamentos. Atualmente, a BYD comercializa o Yuan Plus em versão única, tabelada em R$ 235.990, com 204 cv de potência e autonomia para 294 km de acordo com o padrão brasileiro.
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O Atto 3 é o Yang Plus, não o Yuan