Toyota avança nos testes da rival da Fiat Toro e picape deve estrear em 2027
Protótipo camuflado foi flagrado em São Paulo e reforça previsão de lançamento para 2027; confira mais detalhes
César Tizo - junho 5, 2026
A futura picape intermediária da Toyota deu mais um passo rumo ao mercado. Um protótipo fortemente camuflado foi flagrado rodando pela Rodovia Castello Branco, no interior de São Paulo, em imagens obtidas pelo BlogAuto. O registro indica que o projeto entrou em uma fase avançada de desenvolvimento e reforça a expectativa de lançamento do modelo ao longo de 2027.
Internamente conhecida como Projeto 150D, a nova picape será produzida na fábrica de Sorocaba (SP), mesma unidade responsável pelo Corolla Cross, e terá o Brasil como palco de sua estreia mundial. A estratégia é considerada incomum para uma fabricante global como a Toyota, que normalmente prioriza lançamentos simultâneos ou inicialmente destinados a mercados maiores.
O novo modelo chegará para disputar um dos segmentos mais aquecidos da indústria automotiva brasileira, atualmente ocupado por Fiat Toro, Ram Rampage, Ford Maverick e Chevrolet Montana. A expectativa é que a novidade se torne uma das principais apostas da marca japonesa dentro do ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado para o Brasil até 2030.
Desenvolvimento avançado
O aparecimento de protótipos em rodovias abertas costuma ocorrer quando os veículos já passaram por importantes etapas de validação estrutural, calibração mecânica e testes de durabilidade.
Embora a camuflagem ainda esconda boa parte das linhas da carroceria, o flagra sugere que a Toyota acelerou o cronograma do projeto para cumprir a previsão de lançamento dentro dos próximos meses.
A movimentação ocorre em um momento de transformação do segmento. A recente adoção de propulsão micro-híbrida pela Fiat Toro elevou o nível tecnológico da categoria e reduziu a possibilidade de a Toyota estrear sozinha com uma proposta eletrificada.
Mesmo assim, a fabricante japonesa acredita possuir diferenciais importantes, principalmente pela experiência acumulada em sistemas híbridos flex plenos desenvolvidos para o mercado brasileiro.
Base do Corolla, carroceria exclusiva
As informações já apuradas pela imprensa especializada local apontam que a nova picape utilizará a arquitetura TNGA, a mesma empregada atualmente pelo Corolla e pelo Corolla Cross.
Apesar disso, a Toyota não deverá simplesmente adaptar o SUV para receber uma caçamba. A proposta envolve uma carroceria inédita, desenvolvida especificamente para o segmento, com reforços estruturais próprios e entre-eixos ampliado.
A estratégia segue o conceito inaugurado pela Fiat Toro, combinando características dinâmicas de automóveis de passeio com a versatilidade de uma picape.
Na prática, isso deverá resultar em um veículo voltado prioritariamente para uso urbano e familiar, oferecendo maior conforto de rodagem, melhor isolamento acústico e comportamento dinâmico semelhante ao de um SUV.
Monobloco será diferencial
Ao contrário da Hilux, construída sobre chassi de longarinas, a futura picape da Toyota adotará estrutura monobloco.
Esse tipo de construção reduz peso, melhora a dirigibilidade e proporciona respostas mais refinadas em situações de uso cotidiano.
A escolha deixa claro que a fabricante não pretende criar uma rival direta para modelos médios tradicionais, mas sim disputar consumidores que enxergam a picape como veículo principal da família, perfil que impulsionou o sucesso da Toro nos últimos anos.
O segmento hoje concentra clientes que valorizam conforto, tecnologia e design tanto quanto capacidade de carga.
Motor 2.0 flex
As configurações mais acessíveis deverão utilizar o conhecido motor 2.0 Dynamic Force flex já empregado no Corolla Cross.
O propulsor entrega até 176 cv de potência e trabalha associado ao câmbio CVT com simulação de 10 marchas.
Trata-se de um conjunto que privilegia suavidade de funcionamento, eficiência energética e baixos níveis de consumo, características valorizadas por consumidores que utilizam o veículo predominantemente em trajetos urbanos e rodoviários.
A Toyota, naturalmente, ainda não antecipou quaisquer dados oficiais sobre a futura picape.
Ilustração feita com inteligência artificial buscando referências para a futura picape nacional da Toyota
Híbrido plug-in pode ser trunfo
O principal destaque técnico deverá ficar reservado às versões eletrificadas.
As informações extraoficiais apontam para a utilização de um sistema híbrido plug-in flex associado ao sistema de tração integral elétrica E-Four.
Nesse arranjo, o motor a combustão trabalha em conjunto com o suporte da assistência elétrica na dianteira, enquanto um propulsor elétrico é capaz de movimentar as rodas traseiras de forma independente.
A solução é eficiente uma vez que elimina a necessidade de um eixo cardã convencional, reduz perdas mecânicas e melhora a distribuição de torque entre os eixos.
Além do ganho em eficiência, a tecnologia permite percorrer pequenos trajetos utilizando predominantemente energia elétrica, reduzindo consumo e emissões.
Caso seja confirmada, a solução colocará a Toyota em posição de destaque dentro do segmento, especialmente diante da crescente demanda por veículos eletrificados.
Produção nacional
A fabricação em Sorocaba deverá ser um dos principais pilares da estratégia comercial da nova picape.
Além de permitir maior competitividade em preços, a produção local reduz a exposição a oscilações cambiais e custos de importação, fator que atualmente impacta diretamente concorrentes como a Ford Maverick.
O modelo também reforçará o papel estratégico da planta paulista dentro dos planos de eletrificação da Toyota para a América Latina.
Segmento aquecido
A chegada da futura picape da Toyota promete alterar o equilíbrio de forças de uma das categorias mais disputadas do mercado brasileiro.
A Fiat Toro segue como líder conceitual do segmento, enquanto Ram Rampage aposta em desempenho e sofisticação, Ford Maverick explora a proposta de picape global e Chevrolet Montana concentra esforços no custo-benefício.
A Toyota pretende entrar na disputa apostando em uma fórmula já conhecida da marca: confiabilidade mecânica, elevada eficiência energética, produção nacional e forte presença de tecnologias híbridas.
Se as expectativas forem confirmadas, a futura rival da Toro tem potencial para se tornar um dos lançamentos mais relevantes da indústria automotiva brasileira em 2027 e ampliar ainda mais a disputa entre as picapes intermediárias monobloco. A conferir.
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