Trânsito faz motoristas brasileiros perderem mais de 5 dias por ano
Estudo aponta que congestionamentos aceleram o desgaste de componentes do veículo e elevam gastos com manutenção
César Tizo - julho 15, 2026
Os congestionamentos enfrentados diariamente nas grandes cidades brasileiras não afetam apenas a qualidade de vida dos motoristas. O tempo perdido no trânsito também pesa cada vez mais no bolso, ao acelerar o desgaste de componentes do veículo, aumentar o consumo de combustível e elevar os custos com manutenção.
Segundo o TomTom Traffic Index 2025, elaborado pela empresa holandesa de tecnologia de geolocalização TomTom, os motoristas brasileiros passam mais de 130 horas por ano parados no trânsito durante os horários de pico — o equivalente a mais de cinco dias inteiros.
Além do impacto na rotina, especialistas alertam que as condições típicas dos congestionamentos, marcadas por constantes paradas, arrancadas e baixas velocidades, submetem o automóvel a um regime de uso mais severo do que o observado em trajetos rodoviários.
Entre os componentes mais afetados estão os sistemas de freios, pneus, suspensão, embreagem e arrefecimento. O funcionamento prolongado do motor em baixas velocidades também tende a elevar o consumo de combustível e pode antecipar a necessidade de reparos.
“Muitas pessoas associam o desgaste do veículo apenas à quilometragem percorrida, mas o tempo de utilização também exerce grande influência. Por conta disso, quem enfrenta essa rotina precisa acompanhar rigorosamente o plano de manutenção recomendado pelo fabricante“, afirma Kleber Vitor, superintendente da APVS.
Manutenção preventiva
De acordo com o executivo, realizar as revisões periódicas previstas pela montadora é uma das formas mais eficientes de evitar despesas inesperadas.
A manutenção preventiva permite identificar o desgaste de peças antes que pequenos problemas evoluam para falhas mecânicas mais graves, reduzindo o risco de panes e aumentando a segurança durante a condução.
“Em muitos casos, um pequeno reparo realizado no momento certo evita danos muito maiores e custos significativamente mais elevados no futuro. A manutenção preventiva deve ser encarada como um investimento na segurança, na economia e na preservação do patrimônio“, destaca Vitor.
Risco de acidentes é maior
Outro efeito do aumento do tempo de circulação é a maior exposição dos motoristas a colisões e outros imprevistos.
Quanto mais horas o veículo permanece em uso, maiores são as chances de enfrentar situações que podem resultar em prejuízos financeiros, especialmente para quem utiliza o automóvel diariamente como ferramenta de trabalho.
Nesse contexto, além da manutenção mecânica, especialistas também recomendam que o motorista tenha um planejamento patrimonial adequado para minimizar os impactos financeiros decorrentes de eventuais acidentes.
“A prevenção vai muito além da revisão do veículo. Ela envolve planejamento, direção responsável e preparação para lidar com situações que fogem ao controle do motorista. Contar com uma proteção patrimonial adequada ajuda a reduzir os impactos financeiros de um imprevisto e proporciona mais tranquilidade para seguir a rotina com segurança“, conclui Kleber Vitor.
Segundo a APVS, a combinação entre manutenção preventiva, direção consciente e planejamento patrimonial contribui para prolongar a vida útil do veículo, reduzir despesas inesperadas e tornar a mobilidade mais segura em um cenário de trânsito cada vez mais intenso.
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