Diferença na desvalorização de SUVs a combustão e híbridos merece atenção
Leitor está em dúvida entre os dois tipos de propulsão levando em conta a preservação do valor gasto na compra; confira análise
César Tizo - julho 16, 2026
Boa tarde! Considerando a desvalorização, vale mais a pena comprar um SUV híbrido plug-in ou um modelo a combustão? – pergunta enviada por Cid
Cid, obrigado por enviar sua pergunta e participar do Guru dos Carros!
Nada melhor para esclarecer sua dúvida do que uma análise baseada no que o mercado nos mostra atualmente.
Vamos começar confrontando o cenário dentro da gama Toyota Corolla Cross, produto que é um excelente exemplo, já que integra o portfólio de uma marca com reputação sólida no Brasil e oferece tanto versões puramente térmicas quanto eletrificadas, no caso com propulsão híbrida plena.
Lançado em 2021, o Corolla Cross XRE, versão intermediária equipada com motor 2.0 flex, custava à época R$ 153.690. Hoje, o Corolla Cross XRE 2022 encontra-se avaliado em R$ 130.010 de acordo com a Tabela Fipe. Estamos falando de uma desvalorização de 15,4% ao longo de aproximadamente cinco anos.
O Corolla Cross XRX Hybrid 2022, por sua vez, estreou no mesmo período tabelado em R$ 184.490. Agora, em julho de 2026, a Fipe aponta um valor de R$ 143.124 para o SUV, uma depreciação de 22,4%, portanto mais acentuada em relação ao Corolla Cross puramente térmico.
Toyota Corolla Cross XRX Hybrid 2022
Traçando um paralelo com um SUV híbrido plug-in lançado na mesma época e também de uma marca de legado, podemos citar o Jeep Compass 4xe, que chegou ao mercado brasileiro importado da Itália em abril de 2022 com preço sugerido de R$ 349.990. Hoje, o mesmo Compass 4xe 2022 é avaliado pela Fipe em R$ 144.491. Estamos falando de uma expressiva desvalorização de 58,7%, o equivalente a R$ 205.499 em termos absolutos.
Compass 4xe: opção híbrida plug-in desvalorizou mais de R$ 200 mil desde a estreia no Brasil
Partindo para um SUV híbrido plug-in de uma marca chinesa, o BYD Song Plus também não fica imune à desvalorização acentuada, mesmo sendo um produto que alcançou ótima aceitação desde sua estreia no Brasil, ocorrida em 2022. Na época, ele começou a ser oferecido em pré-venda por R$ 269.990. Quatro anos depois, seu valor de acordo com a Fipe é de R$ 160.935, o que representa uma desvalorização de 40,3%, percentual também bastante elevado.
Entre as razões que ajudam a explicar a maior depreciação dos veículos eletrificados está a própria evolução tecnológica desse segmento, que ocorre em ritmo acelerado. Soma-se a isso a preocupação de parte dos consumidores de adquirir um híbrido plug-in ou um elétrico perto do fim do prazo de garantia para a bateria de tração. No mercado de usados, esses fatores podem levar compradores a precificar eventuais riscos relacionados ao conjunto motriz, no qual os reparos costumam envolver custos elevados.
Além disso, os descontos frequentes concedidos em modelos eletrificados 0 km, impulsionados pela chegada de novas marcas e pelo aumento da concorrência, acabam pressionando também a cotação dos veículos usados.
Portanto, Cid, se a menor desvalorização é um fator determinante na sua decisão de compra, ao menos no cenário atual considero mais seguro optar por um SUV tradicional a combustão.
Espero ter ajudado!
BYD Song Plus: desvalorização de 40% emquatro anos
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4 Comentários
Junior
27 dias atrás
Senti falta do valor do carro novo para agregar valor ao conteúdo, a concorrência faz esses valores de lançamentos caírem. Pra entendimento, um carro é lançado em 2022 por 200.000,00, hoje vale 120.000,00, mas um novo do mesmo modelo custa 170.000,00, isso mostra que não foi só depreciação, mas um ajuste forçado devido ao mercado, não faz o menor sentido tentar vender um carro com 4 anos de uso pelo valor de um zero km, ou seja, vou ter que baixar o valor na marra. A matéria parece que é tendenciosa.
A concorrência com certeza trás muitos benefícios. Não vejo como tendenciosa a matéria. Apenas mostrou os números. Fora o risco de qualquer marca nova entrar no país e não dar andamento e o consumidor ficar sem o suporte (Historicamente já tivemos várias de inúmeros países). Esse risco precisa ser avaliado no momento da compra. Um ponto importante: Todo novo entrante irá oferecer mais benefícios para ganhar mercado. A pergunta é: depois de consolidada a posição irá ajustar os preços, tendo “matado” a concorrência? A China possui uma interessante estratégia de expandir sua atuação mundial e consolidar sua atuação através de contratos que os favorecem. Eu adoro carros elétricos/eletrificados. É o presente e está se consolidando. Como consumidor quero N opções com qualidade e pós venda. Somente o futuro dirá quem irá atender esses requisitos.
Exatamente, Eduardo. Acrescentando ao seu ponto e respondendo à colocação do Junior, a análise não teve como objetivo explicar toda a formação de preços do mercado, mas comparar, objetivamente, quanto um comprador teria perdido em valor de revenda em cada caso. Para responder à dúvida do leitor, procurei mostrar quanto um proprietário teria perdido em valor patrimonial ao longo do período, tomando como referência os preços de lançamento e as cotações atuais da Tabela Fipe, um parâmetro público amplamente utilizado pelo mercado. Se alguém comprou um Compass 4xe no lançamento por R$ 349.990, hoje, invariavelmente, verá seu veículo desvalorizado em cerca de 60%. Esse é o dado objetivo retratado na análise
Mas a lógica seria apresentar a depreciação considerando a economia no custo de combustível do mesmo período. Uma depreciação líquida da economia do combustível. A análise seria mais fidedigna.
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Senti falta do valor do carro novo para agregar valor ao conteúdo, a concorrência faz esses valores de lançamentos caírem. Pra entendimento, um carro é lançado em 2022 por 200.000,00, hoje vale 120.000,00, mas um novo do mesmo modelo custa 170.000,00, isso mostra que não foi só depreciação, mas um ajuste forçado devido ao mercado, não faz o menor sentido tentar vender um carro com 4 anos de uso pelo valor de um zero km, ou seja, vou ter que baixar o valor na marra. A matéria parece que é tendenciosa.
A concorrência com certeza trás muitos benefícios. Não vejo como tendenciosa a matéria. Apenas mostrou os números. Fora o risco de qualquer marca nova entrar no país e não dar andamento e o consumidor ficar sem o suporte (Historicamente já tivemos várias de inúmeros países). Esse risco precisa ser avaliado no momento da compra. Um ponto importante: Todo novo entrante irá oferecer mais benefícios para ganhar mercado. A pergunta é: depois de consolidada a posição irá ajustar os preços, tendo “matado” a concorrência? A China possui uma interessante estratégia de expandir sua atuação mundial e consolidar sua atuação através de contratos que os favorecem. Eu adoro carros elétricos/eletrificados. É o presente e está se consolidando. Como consumidor quero N opções com qualidade e pós venda. Somente o futuro dirá quem irá atender esses requisitos.
Exatamente, Eduardo. Acrescentando ao seu ponto e respondendo à colocação do Junior, a análise não teve como objetivo explicar toda a formação de preços do mercado, mas comparar, objetivamente, quanto um comprador teria perdido em valor de revenda em cada caso. Para responder à dúvida do leitor, procurei mostrar quanto um proprietário teria perdido em valor patrimonial ao longo do período, tomando como referência os preços de lançamento e as cotações atuais da Tabela Fipe, um parâmetro público amplamente utilizado pelo mercado. Se alguém comprou um Compass 4xe no lançamento por R$ 349.990, hoje, invariavelmente, verá seu veículo desvalorizado em cerca de 60%. Esse é o dado objetivo retratado na análise
Mas a lógica seria apresentar a depreciação considerando a economia no custo de combustível do mesmo período. Uma depreciação líquida da economia do combustível. A análise seria mais fidedigna.