Song Plus, Haval H6 e Dolphin têm os seguros mais caros entre os líderes de venda
BYD Song Plus, Haval H6 e Dolphin concentram as maiores cotações entre os dez carros mais vendidos analisados em agosto
César Tizo - setembro 19, 2026
O preço médio do seguro dos dez carros mais vendidos no Brasil recuou em agosto, mas os modelos eletrificados continuaram concentrando as apólices mais caras do levantamento da Creditas Seguros. BYD Song Plus, GWM Haval H6, BYD Dolphin e Dolphin Mini ocuparam as primeiras posições entre os valores destacados.
No perfil masculino, a média caiu de R$ 2.903,51 em julho para R$ 2.212,73 em agosto, redução de 23,79%. No feminino, passou de R$ 2.696,43 para R$ 2.118,10, baixa de 21,45%.
A pesquisa considera cotações nas 11 capitais brasileiras de maior representatividade no mercado automotivo e acompanha os dez modelos mais vendidos em cada período. Como a composição do ranking muda de um mês para outro, a entrada ou a saída de carros de maior valor também interfere na média.
BYD Song Plus mantém o seguro mais caro
O BYD Song Plus permaneceu com o seguro mais caro da amostra. A cotação média ficou em R$ 3.600,84 para o perfil masculino e R$ 3.563,09 para o feminino. Mesmo no topo da lista, o modelo registrou reduções de 21,92% e 20,07%, respectivamente, na comparação com julho.
O Haval H6 apareceu em seguida, com R$ 3.213,35 para homens e R$ 3.208,60 para mulheres. O BYD Dolphin ficou na terceira posição entre os eletrificados destacados. O Dolphin Mini veio na sequência, com R$ 2.261,47 e R$ 2.090,86, respectivamente.
Modelo
Perfil masculino
Perfil feminino
BYD Song Plus
R$ 3.600,84
R$ 3.563,09
GWM Haval H6
R$ 3.213,35
R$ 3.208,60
BYD Dolphin
R$ 2.669,13
R$ 2.308,76
BYD Dolphin Mini
R$ 2.261,47
R$ 2.090,86
Fiat Argo
R$ 1.607,18
R$ 1.472,87
Chevrolet Onix hatch
R$ 1.554,24
R$ 1.451,78
Volkswagen Polo Track
R$ 1.533,03
R$ 1.422,82
Seguro para o Dolphin ficou mais barato
O seguro do BYD Dolphin caiu de R$ 3.393,14 para R$ 2.669,13 no perfil masculino, recuo de 21,34%. Para o feminino, o valor passou de R$ 3.028,64 para R$ 2.308,76, redução de 23,77%.
Apesar da queda, os eletrificados continuam pressionados pelo maior valor dos veículos, pelo custo de reposição de componentes e pela maturação ainda recente desse mercado no Brasil. Esses fatores ajudam a explicar por que as cotações permanecem elevadas mesmo em um mês de retração generalizada.
Mudança no ranking de vendas reduziu a média
Segundo Marcelo Baseoti, gerente de seguros da Creditas, parte da diferença entre julho e agosto veio da própria composição da lista de veículos mais vendidos. O EX2 Pro elétrico, um dos carros de maior valor do grupo anterior, deixou o Top 10 e foi substituído pelo Haval H6, que apresenta custo de reposição de peças mais competitivo.
Ao mesmo tempo, modelos de grande volume ficaram mais baratos de segurar. O Fiat Argo teve a maior redução entre os exemplos detalhados: 37,31% no perfil masculino e 35,5% no feminino. As cotações recuaram para R$ 1.607,18 e R$ 1.472,87, respectivamente.
O Volkswagen Polo Track, que apresentou o seguro mais acessível da amostra, registrou baixas de 27,76% para homens e 28,66% para mulheres. O Chevrolet Onix hatch também caiu, com reduções de 19,28% e 16,29%.
Rio de Janeiro segue com os maiores preços
O preço médio diminuiu em todas as capitais analisadas, mas o Rio de Janeiro continuou com os maiores valores. A média foi de R$ 3.134,37 para o perfil masculino e R$ 2.733,43 para o feminino.
Entre os homens, as menores médias apareceram em Florianópolis, com R$ 2.037,73, São Paulo, com R$ 2.047,99, e Brasília, com R$ 2.107,39. Para as mulheres, São Paulo teve o menor valor, de R$ 2.003,78, seguida por Florianópolis, com R$ 2.023,67, e Brasília, com R$ 2.033,38.
Valores servem como referência
O levantamento considerou perfis de homem e mulher com 33 anos e estado civil casado, além da menor cotação encontrada para cada perfil entre 15 seguradoras. Por isso, os números indicam a direção do mercado, mas não representam um preço fixo para todos os proprietários.
O valor efetivo do seguro pode mudar conforme cidade, endereço, uso do automóvel, histórico do condutor, coberturas escolhidas, franquia e outros critérios adotados por cada seguradora.
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