Após dois Jeep Renegade, vale mudar de modelo na compra PcD?
Leitor gosta do Renegade, mas considera trocar de marca; veja quais versões dos rivais merecem atenção na compra com isenção
César Tizo - setembro 23, 2026
Boa noite, Guru! Gosto muito do Jeep Renegade e já tive dois. Gostaria de comprar outro carro em setembro, com isenção para PcD, mas a chegada de tantos modelos novos, bem equipados e tecnológicos me deixou em dúvida. Talvez seja a hora de experimentar outra marca, desde que o carro me satisfaça tanto quanto o Renegade. Tenho considerado o Changan CS55, o CS75, os Tiggo 5x e 7 e modelos da BYD. O que você faria no meu lugar? – pergunta enviada por Antônio Carlos
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Antônio, obrigado por compartilhar sua dúvida e participar do Guru dos Carros!
Você tem um ponto de partida bastante valioso: já conhece um modelo que lhe agrada. Isso não significa que deva comprar o terceiro Renegade automaticamente, mas ajuda a definir o que o próximo carro precisa entregar. O objetivo não deveria ser apenas encontrar mais equipamentos pelo dinheiro, e sim perceber uma evolução naquilo que faz diferença para você ao dirigir.
Como você não informou o orçamento nem as versões dos dois Jeep que já teve, eu separaria as alternativas pelo tipo de mudança que proporcionam. Afinal, trocar por um SUV compacto mais equipado é diferente de partir para um modelo consideravelmente maior ou incorporar a recarga à rotina.
O Renegade também evoluiu
Antes de olhar apenas para os lançamentos concorrentes, vale conhecer o Renegade 2027. A linha recebeu um interior renovado, central multimídia de 10,1″ e saídas de ar para o banco traseiro. A Jeep também oferece 6 airbags, frenagem autônoma de emergência e assistência de faixa desde a configuração de entrada. Portanto, não estamos falando de um carro desprovido de tecnologia de segurança.
As versões Longitude e Sahara acrescentam o sistema micro-híbrido de 48 V, enquanto o Altitude, mais acessível, mantém a motorização sem essa eletrificação. É importante não confundir a proposta: a tecnologia micro-híbrida, ainda que auxilie o motor térmico, está longe de oferecer a mesma redução no consumo observada em um automóvel híbrido pleno ou híbrido plug-in.
CS55: considere a versão Infinity
Entre os modelos que você citou, o CAOA Changan CS55 merece atenção pela combinação de espaço, desempenho e equipamentos, embora ainda não esteja disponível para compra com isenção para PcD. Como a marca já oferece o Uni-T e o CS75 nessa modalidade de venda direta, é razoável esperar que o novo SUV também seja incluído em breve.
Na versão Infinity, o motor 1.5 turbo flex presente sob o capô do CS55 se destaca pelos 180 cv e 29,2 kgfm, associado ao câmbio de dupla embreagem com 7 marchas. O SUV tem 4.550 mm de comprimento, porta-malas de 525 litros e suspensão traseira independente multibraço.
Nossa recomendação para a configuração intermediária Infinity reside no fato dela oferecer um bom pacote de assistência à condução, que engloba o controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e monitoramento de pontos cegos. Ela acrescenta ainda teto solar panorâmico, bancos dianteiros com ventilação e ajustes elétricos e abertura elétrica do porta-malas. Aqui existe um ganho de conveniência e conforto que vai além de uma tela maior no painel.
O CS55 Prime custa menos (R$ 144.990), mas não oferece o mesmo pacote de assistências. Para alguém que está pensando em mudar de modelo justamente para ter mais tecnologia, essa diferença importa.
O CS55 Infinity foi lançado por R$ 154.990 na campanha prorrogada até 30 de setembro, mas esse é o preço promocional ao público, não uma condição final de compra com isenção para PcD. De qualquer forma, vale a pena conhecer o produto.
Tiggo 5x: mudança menos radical de porte
Caso você queira continuar no segmento de SUVs compactos, o Tiggo 5x Pro Max Drive 2027 merece um teste. Ele reúne 7 airbags, incluindo o central dianteiro, e assistências como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e monitoramento de pontos cegos. O teto panorâmico e as câmeras de visão do entorno também ajudam a atender ao interesse por um carro mais equipado.
Seu motor 1.5 turbo flex de até 143 cv trabalha em conjunto com o câmbio automático CVT. A dupla confere bom desempenho ao Tiggo 5x, porém seu consumo está longe de ser uma referência na categoria, ficando em linha com o observado na gama Renegade 1.3 turbo. A CAOA Chery iniciou a oferta do Tiggo 5x Pro Max Drive para PcD com isenção do IPI a partir de julho deste ano, custando hoje por volta de R$ 131 mil na venda direta.
Claro que, caso você queira economizar, o Tiggo 5x na versão de entrada Sport já oferece ótimo nível de acabamento e os equipamentos essenciais de conforto, conectividade e segurança, além de compartilhar o conjunto motriz. Após as isenções, o Tiggo 5x de entrada custa pouco mais de R$ 116 mil aos consumidores PcD.
T-Cross Sense: nossa recomendação atual
Atualmente, em nossa lista mensal de recomendações, o Volkswagen T-Cross Sense figura como a escolha mais equilibrada aos consumidores PcD que buscam um modelo com preço público sugerido até R$ 120 mil.
O T-Cross Sense pode não contar com o apelo de novidade que você busca, sobretudo quando comparado aos entrantes chineses, mas o SUV compacto ganhou um importante aprimoramento na linha 2027, no caso a introdução do câmbio automático com 8 marchas, o que ajudou a aprimorar ainda mais seu nível de eficiência.
Com preço final para PcD gravitando em R$ 98 mil, o T-Cross Sense já sai de fábrica com central multimídia, sensor de estacionamento, faróis em LED com acendimento automático e até mesmo um assistente de condução, no caso o alerta de colisão com frenagem autônoma de emergência.
Se você busca um modelo mais econômico e com melhor aproveitamento do espaço interno em relação ao Renegade, certamente vale conhecer o VW.
Volkswagen T-Cross Sense 2027
Na BYD, a rotina pesa mais que a novidade
Caso você queira uma mudança mais radical, por assim dizer, inclusive na forma de utilizar o carro, um modelo que poderá lhe agradar é o BYD Atto 2 DM-i Flex.
Por ser híbrido plug-in, o SUV compacto permite recarregar sua bateria de tração em uma fonte externa e realizar deslocamentos urbanos somente com eletricidade, conforme a carga disponível e as condições de utilização.
Na versão GL, mais acessível, a bateria tem capacidade de 7,8 kWh e proporciona autonomia elétrica de até 33 km pelo Inmetro. Já no Atto 2 GS, equipado com bateria de 18 kWh, o alcance sobe para 75 km, também pelo padrão brasileiro. Essa diferença merece atenção, pois pode determinar se você conseguirá cumprir seus trajetos cotidianos sem utilizar combustível.
O interessante em um modelo como o Atto 2 é que, ao contrário de um automóvel puramente elétrico, a presença do motor a combustão confere a versatilidade para realizar viagens longas sem preocupação com a autonomia. Quando a carga disponível para a condução elétrica chega ao limite, basta apenas abastecer o carro com etanol ou gasolina.
Nas condições anunciadas pela BYD em seu site comercial, o Atto 2 GL custa R$ 144.990, enquanto o Atto 2 GS, que também oferece mais equipamentos, sai por R$ 162.970, ambos na modalidade de venda direta para PcD neste mês.
Antes de migrar para um híbrido plug-in ou um elétrico, entretanto, verifique a viabilidade e o custo de instalar a infraestrutura necessária para a recarga residencial, de preferência por meio de um wallbox.
Ter essa facilidade ajuda a aproveitar ao máximo a proposta desses veículos, seja pela conveniência na hora de repor a energia da bateria quanto pelo potencial de reduzir o custo por quilômetro rodado.
BYD Atto 2 DM-i Flex
Nossa sugestão
Antônio, caso você queira mesmo mudar de marca, considero o Volkswagen T-Cross Sense e o CAOA Chery Tiggo 5x boas alternativas para a compra com isenção para PcD. No caso do Tiggo, a escolha pode ser pelo Sport ou, se você preferir uma configuração mais sofisticada e com os principais assistentes de condução, pelo Pro Max Drive.
Já o CAOA Changan CS55 Infinity exigiria um desembolso maior, além da espera pelo início da oferta para PcD. Em contrapartida, ele combina bom desempenho, uma ampla lista de equipamentos e vai lhe proporcionar um ganho de espaço interno e porta-malas em relação ao seu Renegade.
O BYD Atto 2 também demanda um gasto mais elevado. Nesse caso, vale considerar ainda a viabilidade e o custo de instalar a infraestrutura de recarga residencial, importante para aproveitar ao máximo os benefícios da propulsão híbrida plug-in.
Independentemente da escolha, avalie o apoio e o conforto dos bancos, a facilidade para entrar e sair do carro, a visibilidade e a disposição dos comandos, sempre considerando suas necessidades específicas como PcD. Se nenhum concorrente lhe agradar mais nesses aspectos, comprar outro Renegade continua sendo uma decisão coerente. Afinal, experimentar uma nova marca fará sentido apenas se a mudança melhorar ainda mais sua convivência com o carro.
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