BYD King nacional pode se tornar flex? Veja o que diz a marca
Consultamos a BYD para saber mais detalhes a respeito do sedã médio King, que compartilha a mecânica com o Song Pro
César Tizo - outubro 10, 2025
Após a BYD revelar na Bahia o protótipo do Song Pro equipado com motor 1.5 flex, uma das perguntas que ficaram no ar é: será que a marca deverá estender o propulsor térmico bicombustível também para o sedã médio King? Vale lembrar que o modelo também já é montado em Camaçari, ao lado do SUV.
O questionamento torna-se ainda mais natural uma vez que o Song Pro e o King compartilham o mesmo conjunto mecânico híbrido plug-in. No caso do sedã, em sua versão GS, o sistema resulta em 235 cv de potência combinada e ainda garante autonomia de até 78 km em modo elétrico.
Consultada pelo Guru dos Carros sobre o tema, a BYD informou que, até o momento, não há novidades técnicas previstas para o King montado na Bahia.
O posicionamento da companhia, entretanto, não descarta um eventual compartilhamento da mecânica híbrida plug-in flex entre o Song Pro e o King — algo que, convenhamos, deverá ocorrer naturalmente ao longo do tempo.
BYD King 2026
Embora ainda não tenha revelado detalhes técnicos sobre sua nova motorização híbrida plug-in flex, a BYD destacou que o desenvolvimento envolveu dois anos de pesquisas e contou com o trabalho de cerca de 100 engenheiros chineses e brasileiros.
Como a marca lançou há poucos meses o King 2026, trazendo melhorias relevantes como a inclusão do pacote de assistência à condução de Nível 2, é provável que a chegada da motorização flex ao sedã fique mesmo para a linha 2027, a ser introduzida ao longo do próximo ano.
Outro ponto que reforça a expectativa de que os híbridos nacionais da BYD serão flex são as fortes declarações de executivos da empresa ressaltando as vantagens e benefícios — sobretudo do ponto de vista ambiental — do uso do etanol como combustível.
BYD King 2026
Durante a inauguração da linha de montagem na Bahia, o próprio fundador e CEO da BYD, Wang Chuanfu, foi taxativo ao afirmar: “Há dois anos, em uma visita ao Brasil, percebi o potencial do etanol. Decidimos, então, que traríamos nossa tecnologia híbrida plug-in, mas com um motor flex desenvolvido por e para este país”.
Na mesma linha, o presidente da BYD do Brasil, Tyler Li, reforçou: “O etanol é um dos maiores diferenciais estratégicos do Brasil na transição energética. Incorporá-lo à nossa arquitetura DM-i representa um avanço histórico: valorizamos a matriz renovável nacional, nossa produção e o agronegócio, além de oferecermos ao consumidor um veículo com maior eficiência, menor impacto ambiental e alinhado à realidade energética do país”.
Com metas ambiciosas, o fundador da BYD confirmou ainda um novo investimento para ampliar a fábrica de Camaçari e dobrar sua capacidade de produção anual, de 300 mil para até 600 mil veículos por ano. Com isso, a gigante chinesa pretende figurar entre as três maiores montadoras do país até 2028 e alcançar a liderança do mercado nacional até 2030.
Assim, podemos esperar que, daqui em diante, os produtos da BYD sejam cada vez mais adaptados às preferências e necessidades dos consumidores brasileiros, com ênfase no uso do etanol como diferencial competitivo e ambiental.
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