GWM confirma Ora 5 elétrico para o Brasil; conheça o SUV
Montadora detalha nova estratégia global, reforça o Brasil como mercado-chave e confirma a chegada do Ora 5 ainda neste ano
César Tizo - abril 29, 2026
A GWM aproveitou o Salão de Pequim 2026 para detalhar sua nova diretriz global, batizada de “GWM ONE: Honrando Compromisso e Integridade”, reforçando o foco em tecnologias diversificadas de propulsão, segurança e adaptação às demandas de cada mercado. Entre os anúncios mais relevantes para o público brasileiro, a fabricante confirmou oficialmente a chegada do novo Ora 5 ao Brasil no segundo semestre deste ano.
O modelo desembarcará no país exclusivamente em sua configuração elétrica, ampliando a atuação da marca no segmento de veículos eletrificados. Entretanto, na China, o SUV estreou também variantes híbrida e até mesmo térmica, evidenciando a estratégia flexível da fabricante ao atender diferentes perfis de consumidores e níveis de infraestrutura energética ao redor do mundo.
O Ora 5 é um SUV de porte médio, alcançando 4.471 mm de comprimento, 1.833 mm de largura (ou 1.844 mm dependendo da versão) e 1.641 mm de altura, com entre-eixos de 2.720 mm. O veículo é oferecido na China com rodas aro 18″ calçadas em pneus 225/60 R18. Apenas como comparação, o Ora 03 à venda no Brasil alcança 4.235 mm de comprimento, 1.825 mm de largura e 1.603 mm de altura. O entre-eixos do hatch elétrico é de 2.650 mm.
GWM Ora 5: modelo chegará ao Brasil inicialmente com propulsão elétrica
Sob o capô, o Ora 5 comercializado na potência asiática é equipado com motor elétrico de 150 kW (203 cv) de potência, alimentado por bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) fornecida pela SVOLT.
A versão híbrida do Ora 5, por sua vez, aposta em eficiência energética e elevada autonomia. Segundo a fabricante, o SUV poderá alcançar consumo médio próximo de 22 km/l e autonomia combinada superior a 1.100 quilômetros. O conjunto também entrega desempenho competitivo, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos, buscando proporcionar experiência de condução semelhante à de modelos elétricos de categorias superiores. A GWM não antecipou se as novas opções de conjuntos propulsores para o Ora 5 estão nos planos para o Brasil.
Durante a mostra chinesa, o CEO da companhia, Mu Feng, destacou o desenvolvimento do primeiro híbrido plug-in flex do mundo voltado especificamente ao mercado brasileiro, o GWM Tank 300 PHEV Flex, já comercializado no país por R$ 342 mil.
Segundo a fabricante, o Brasil passa a desempenhar papel central na expansão internacional da empresa, especialmente no desenvolvimento de soluções eletrificadas compatíveis com biocombustíveis. A estratégia considera fatores como matriz energética local, hábitos de uso e infraestrutura disponível.
Além do Ora 5, a GWM revelou uma ampla ofensiva global de produtos eletrificados. O Wey V9X foi apresentado como novo topo de linha da divisão premium da companhia, reunindo sistema híbrido Super Hi4, motor 2.0 turbo e até 470 km de autonomia elétrica. O SUV aposta ainda em recursos avançados de inteligência artificial e interior sofisticado com foco em conectividade e conforto.
Wey V9X
No segmento de utilitários esportivos voltados ao fora de estrada, a marca exibiu o novo Tank 700, disponível nas configurações híbridas Hi4-T e Hi4-Z. O modelo servirá, inclusive, como base para o primeiro carro de corrida híbrido de produção da empresa, previsto para disputar o Rally Dakar em 2027.
A fabricante também revelou a picape híbrida GWM P300, com autonomia próxima de 900 km e capacidade de descarga externa de até 6 kW para alimentar equipamentos industriais, além do novo Haval H7 Plus, que estreia a segunda geração do sistema Hi4 e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 5,8 segundos.
GWM P300 pode ser uma como candidata ao Brasil
A nova fase global da empresa será sustentada pela plataforma modular “GWM ONE”, arquitetura capaz de acomodar diferentes tipos de motorização, incluindo conjuntos a combustão, híbridos, elétricos e até movidos a hidrogênio. A proposta reforça a estratégia da companhia de evitar dependência exclusiva de uma única tecnologia de propulsão.
Com isso, a GWM deixa claro que pretende ampliar sua presença global por meio de uma abordagem mais abrangente e regionalizada, utilizando o Brasil como um dos principais polos de inovação para tecnologias eletrificadas adaptadas aos biocombustíveis.
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