CAOA Changan terá SUV híbrido; CS55 e CS75 despontam como candidatos
Após iniciar a produção nacional do Uni-T, montadora confirma planos para ampliar a linha de veículos eletrificados no país
César Tizo - junho 30, 2026
A CAOA Changan deu mais um passo em sua estratégia de expansão no Brasil ao lançar o CS75. Entretanto, o novo SUV deverá ser apenas o primeiro movimento de uma ofensiva muito mais ampla. A fabricante pretende oferecer também veículos eletrificados no mercado brasileiro, abrindo espaço para a chegada de um modelo híbrido ainda em 2026.
Embora a empresa não revele qual será a próxima novidade, os indícios apontam para duas possibilidades: a introdução de uma versão híbrida do CS75 ou a chegada do CS55, SUV de porte intermediário que completaria o portfólio nacional, sendo posicionado entre o Uni-T e o SUV médio-grande recém-lançado.
Atualmente, os dois modelos da CAOA Changan comercializados no Brasil são ambos equipados exclusivamente com motorização térmica, baseada no 1.5 turbo flex com injeção direta capaz de alcançar 180 cv.
Durante a inauguração da nova linha de produção em Anápolis (GO) em março deste ano, a CAOA Changan já deixou clara sua estratégia para os próximos anos.
Segundo a empresa, o investimento de R$ 5 bilhões entre 2026 e 2028 permitirá expandir a produção, modernizar a fábrica e desenvolver localmente uma família de motores flex e híbridos. Somados aos R$ 3 bilhões já aplicados desde 2023, os aportes atingirão R$ 8 bilhões, elevando a capacidade instalada para 90 mil veículos por ano.
A fabricante também destacou que a plataforma industrial brasileira foi concebida justamente para servir de base à futura produção de veículos eletrificados.
CS75 híbrido é forte candidato
Um dos modelos mais cotados para inaugurar essa nova fase é justamente o CS75 Plus, apresentado em abril deste ano na China.
A versão híbrida utiliza a nova arquitetura iDE-H da Changan e combina o motor 1.5 turbo de 148 cv com um propulsor elétrico de 241 cv. O sistema incorpora injeção direta de combustível a 500 bar, além de eficiência térmica declarada de 44,28%.
Outro destaque está no consumo. Segundo dados divulgados pela marca, o CS75 HEV registra médias de apenas 28,2 km/l em uso urbano e 21,4 km/l no ciclo combinado, números bastante competitivos para um SUV médio-grande.
Como o CS75 puramente térmico já integra a linha brasileira, a introdução de uma variante híbrida seria um caminho relativamente natural para ampliar sua competitividade diante da crescente oferta de SUVs eletrificados, em especial no segmento em que o CS75 está inserido.
Changan CS75 Plus HEV entrou em pré-venda na China em abril deste ano
CS55 pode ampliar a gama
Outra possibilidade é o lançamento do CS55. Na China, o SUV mede 4,54 metros de comprimento, 2,65 metros de entre-eixos e atua justamente na faixa intermediária dos utilitários esportivos, a qual concentra alguns dos veículos mais vendidos do mercado brasileiro.
O modelo oferece painel digital de 10″, central multimídia de 10,25″, teto panorâmico, atualizações remotas (OTA), assistentes semiautônomos de condução de Nível 2, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e alerta de permanência em faixa.
Sob o capô, o CS55 Plus híbrido convencional associa o motor 1.5 aspirado associado a um motor elétrico de 214 cv, o qual responde pela tração do SUV na maior parte do tempo. Em março de 2025, o CS55 Plus também estreou na China a opção híbrida plug-in, que conta com bateria de 18,4 kWh e potência total combinada de 312 cv.
Caso seja escolhido para estrear no Brasil, o CS55 permitiria à CAOA Changan reforçar sua presença em um dos segmentos mais importantes do mercado nacional, complementando a atuação do Uni-T entre os SUVs médios.
Changan CS55 Plus
Rede em expansão e foco no crescimento
Além da eletrificação, a estratégia da marca inclui uma rápida expansão da rede comercial. A expectativa é encerrar 2026 com mais de 60 concessionárias em operação no país.
A combinação entre produção nacional, investimentos em engenharia local e futura oferta de modelos híbridos evidencia que a CAOA Changan pretende construir uma operação de longo prazo no Brasil.
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