Nova Volkswagen Amarok será a mais potente da história e terá eletrificação
Nova geração da picape chega em 2027, terá desenvolvimento voltado à América do Sul e continuará sendo fabricada na Argentina
César Tizo - agosto 22, 2026
A Volkswagen aproveitou a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP) para apresentar pela primeira vez ao público a nova geração da Amarok sul-americana. Ainda camuflada, a picape média tem lançamento confirmado para 2027 e chega com uma promessa importante: será a Amarok mais potente já desenvolvida pela marca.
Outra novidade antecipada pela fabricante é a eletrificação. A Volkswagen, entretanto, ainda não detalha qual será a configuração mecânica adotada, tampouco divulga números de potência, torque ou desempenho.
A nova Amarok será novamente fabricada no Centro Industrial de General Pacheco, na Argentina, e faz parte da ofensiva da Volkswagen para ampliar sua presença entre as picapes na América do Sul. A estratégia também contempla a inédita Tukan, apresentada sem camuflagem pela marca em Barretos e com estreia comercial prevista para o primeiro semestre de 2027.
Amarok mais potente da história
Ao revelar as primeiras imagens oficiais da nova Amarok, a Volkswagen fez questão de destacar o desempenho como um dos pilares do projeto.
A atual geração comercializada no Brasil utiliza o conhecido motor 3.0 V6 turbodiesel, que entrega 258 cv e pode chegar temporariamente a 272 cv com a função overboost. Na sucessora, portanto, a Volkswagen promete elevar ainda mais esse patamar.
A fabricante confirma que a eletrificação fará parte da receita, porém não informa por enquanto qual tecnologia será utilizada nem o motor a combustão que servirá de base.
Com isso, informações sobre potência, torque, capacidade de bateria e eventual autonomia elétrica ainda deverão ser reveladas mais próximo da estreia.
Protótipo camuflado da nova geração da Amarok revelado na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP)
Projeto terá foco na América do Sul
Diferentemente da segunda geração global da Amarok, que compartilha base e componentes com a Ford Ranger e é produzida na África do Sul, a nova picape para o Mercosul será fruto de um desenvolvimento próprio e independente.
Para o projeto específico voltado à nossa região, a Volkswagen vai aproveitar sua aliança com o grupo chinês SAIC, responsável por modelos como a LDV Terron 9 e a MG U9, utilizando a arquitetura dessas picapes como base para a nova Amarok local.
Isso não significa, entretanto, que a Amarok sul-americana será apenas uma versão remodelada dos modelos chineses. Times locais de design e engenharia da Volkswagen participam diretamente do desenvolvimento, dos testes e da validação da picape, que receberá soluções próprias para atender às características e exigências dos mercados da região.
Segundo Alexander Seitz, chairman executivo da Volkswagen América do Sul, a região passou a assumir um papel mais relevante na definição dos futuros produtos da marca.
“A América do Sul deixou de ser apenas um mercado consumidor para ajudar a definir o futuro das picapes da Volkswagen”, afirmou o executivo durante a apresentação.
A fabricante destaca que a nova Amarok precisa atender a uma ampla variedade de condições de utilização encontradas no continente, combinando tecnologia e eletrificação sem abandonar atributos como robustez e capacidade para enfrentar situações severas de uso.
Testes incluem clientes em condições reais
Assim como ocorreu durante o desenvolvimento da Tukan, a Volkswagen está utilizando clientes no processo de avaliação da nova Amarok.
Os protótipos são submetidos a diferentes combinações de terreno, temperatura e altitude em vários pontos da América do Sul, incluindo utilização no campo e nas cidades, além de estradas pavimentadas e não pavimentadas.
A estratégia permite que os engenheiros obtenham informações diretamente de usuários que utilizam picapes em condições reais de trabalho e lazer.
Esse processo ganha relevância principalmente em um produto como a Amarok, que precisa atender tanto consumidores que utilizam a picape como veículo de passeio quanto profissionais ligados ao agronegócio e outras atividades que exigem capacidade de carga e resistência.
Camuflagem homenageia a América do Sul
Mesmo escondendo boa parte das formas definitivas da carroceria, a camuflagem escolhida pela Volkswagen para a apresentação em Barretos traz uma série de referências à América do Sul.
Criada pelo time regional de Design, a estampa reúne elementos como o Monte Fitz Roy, na Patagônia, as Cataratas do Iguaçu e referências à Amazônia, incluindo vitórias-régias, animais e vegetação.
Também aparecem as Linhas de Nasca, no Peru, a tradicional calçada de Copacabana e os Moais da Ilha de Páscoa, no Chile.
Elementos ligados ao campo e à cultura da região completam a composição, entre eles chapéus, botas, gado, cactos, cordel e representações topográficas.
A Volkswagen adianta ainda que alguns elementos presentes nessa camuflagem serão aproveitados como pequenos detalhes escondidos, os chamados “easter eggs”, no modelo definitivo.
Produção continuará na Argentina
A nova Amarok continuará sendo fabricada em General Pacheco, unidade argentina diretamente ligada à história da picape desde sua estreia em 2010.
Ao longo de 16 anos, a fábrica alcançou a marca de 800 mil Amarok produzidas, tornando a picape o veículo de maior volume acumulado na história da Volkswagen Argentina. Mais de 465 mil unidades foram exportadas para mais de 100 mercados.
A próxima geração integra o ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões anunciado pela Volkswagen para a América do Sul até 2028. Desse montante, cerca de R$ 4 bilhões serão destinados à operação argentina.
Os recursos contemplam o desenvolvimento da nova Amarok, evolução tecnológica dos processos industriais e modernizações no complexo de General Pacheco.
A estreia comercial está programada para 2027. Até lá, a Volkswagen deverá revelar gradualmente o desenho definitivo, a gama de versões e, principalmente, os detalhes do novo conjunto mecânico eletrificado.
Protótipo camuflado da nova geração da Amarok revelado na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP)
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1 Comentário
Israel
11 segundos atrás
Espero que encontre uma solução para o Óleo Diesel, porque está é impossível de ser usado pickups que consomem o nosso Diesel do Brasil batizado com o Biodiesel feito com cebo de boi Óleo reciclado de frituras e soja, distroe os motores (injeção eletrônica), prejuízo de milhares de reais ao consumidor, carros que param de funcionar a partir dos 20.000km só compra que ainda não conhece os problemas e por outro lado enche o bolso dos irmãos Batista leia se JBS e porque não os pobres do Agronegócio, esse Biodiesel é simplesmente uma Alternativa para esses sub produtos sem valor.
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Espero que encontre uma solução para o Óleo Diesel, porque está é impossível de ser usado pickups que consomem o nosso Diesel do Brasil batizado com o Biodiesel feito com cebo de boi Óleo reciclado de frituras e soja, distroe os motores (injeção eletrônica), prejuízo de milhares de reais ao consumidor, carros que param de funcionar a partir dos 20.000km só compra que ainda não conhece os problemas e por outro lado enche o bolso dos irmãos Batista leia se JBS e porque não os pobres do Agronegócio, esse Biodiesel é simplesmente uma Alternativa para esses sub produtos sem valor.