Ford Transit City elétrica começa a ser vendida em 9 de novembro no Brasil
Linha terá dois furgões e uma opção chassi-cabine; autonomia pelo Inmetro é de 186 km, e preços serão anunciados na Fenatran
César Tizo - novembro 3, 2026
A Ford confirmou para 9 de novembro o início das vendas da Transit City elétrica no Brasil. A abertura da comercialização ocorrerá durante a Fenatran, em São Paulo, onde a marca também fará a primeira apresentação pública do modelo no país. Os preços serão revelados na feira.
A nova integrante da divisão Ford Pro terá três configurações: dois furgões, com tamanhos e alturas de teto diferentes, e uma opção chassi-cabine destinada à instalação de implementos. Todas utilizam motor elétrico de 150 cv e bateria de 56 kWh. A autonomia informada pela fabricante para o ciclo do Inmetro é de 186 km.
Transit City terá motor elétrico de 150 cv e 260 Nm
Três configurações para diferentes operações
A Transit City L1H1 é o furgão de teto regular. Com 4.985 mm de comprimento e 1.991 mm de altura, oferece compartimento de 6,4 m³ e capacidade de carga de até 1.085 kg. É a alternativa mais compacta da linha, voltada a operações em que as dimensões externas e o acesso a garagens têm peso na escolha do veículo.
O furgão L2H2 combina carroceria alongada e teto alto. São 5.285 mm de comprimento e 2.285 mm de altura, com volume de carga de 8,5 m³ e carga útil de até 1.275 kg. Segundo a Ford, o compartimento pode acomodar três paletes.
Furgão L2H2 oferece 8,5 m³ e capacidade de carga de até 1.275 kg
Já a chassi-cabine L2H1 tem capacidade anunciada de até 1.600 kg e permite receber diferentes carrocerias. O volume pode alcançar 14 m³, dependendo do implemento adotado. Esses máximos pertencem à configuração chassi-cabine e não devem ser confundidos com os limites dos dois furgões.
Chassi-cabine permite diferentes implementos; imagem de divulgação internacional
A chassi-cabine tem o mesmo comprimento do furgão longo e utiliza cabine com teto baixo, enquanto a altura final varia conforme a transformação. A Ford informa ter desenvolvido 30 soluções com empresas modificadoras pelo programa Ford Pro Convertor, incluindo baú, refrigeração, ambulância, oficina móvel e transporte de passageiros. A escolha da carroceria deve considerar a aplicação e a capacidade efetiva do conjunto.
Autonomia de 186 km pelo Inmetro
O conjunto elétrico entrega 150 cv e 260 Nm de torque. A bateria utiliza química de fosfato de ferro-lítio, conhecida pela sigla LFP, e tem capacidade de 56 kWh. A Transit City oferece os modos de condução normal, econômico e escorregadio, além do recurso One Pedal Drive, que intensifica a desaceleração regenerativa ao aliviar o acelerador.
A Ford divulga três números de autonomia, obtidos em ciclos distintos: 186 km pelo Inmetro, 254 km no WLTP combinado e até 381 km no WLTP urbano. Para o comprador brasileiro, a referência local anunciada é a de 186 km; o resultado de 381 km corresponde especificamente ao ensaio urbano europeu, e não à homologação nacional.
Na operação real, carga transportada, trajeto, velocidade, temperatura e uso do ar-condicionado influenciam o alcance. Para uma frota de entregas, a avaliação deve cruzar a quilometragem diária com o tempo disponível para recarga e a margem necessária para variações de rota.
Recarga rápida de 20% a 80% em cerca de 33 minutos
Segundo os dados divulgados para o lançamento brasileiro, a Transit City admite recarga em corrente contínua de até 115 kW. Nessa condição, a bateria pode passar de 20% a 80% em aproximadamente 33 minutos.
Em corrente alternada, a potência informada é de 11,5 kW, com estimativa de cerca de cinco horas para ir de 20% a 100%. Os dois tempos se referem a faixas diferentes de carga e dependem das condições de recarga; não representam o tempo de uma carga completa de 0% a 100%.
Equipamentos de conforto e assistência
A cabine reúne painel de instrumentos digital de 7”, central multimídia de 12,3” com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, partida sem chave, câmera de ré e monitoramento da pressão dos pneus. O release também relaciona banco com aquecimento e volante multifuncional.
Na segurança, a Ford anuncia dois airbags, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, sistema de permanência em faixa, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e monitoramento de fadiga do motorista.
Cabine reúne painel digital e central multimídia
Manutenção e garantia
Os intervalos de manutenção anunciados são de dois anos ou 40.000 km. A garantia do veículo é de três anos, sem limite de quilometragem, enquanto a bateria tem cobertura de oito anos ou 160.000 km.
A Ford estima que os custos de manutenção sejam 40% inferiores aos de uma van equivalente a diesel. Essa comparação é da fabricante e se limita à manutenção: não significa redução de 40% no custo total de operação, que também depende de aquisição, energia, seguro, utilização e outras despesas.
Desenvolvida pela Ford em parceria com a JMC na China, a Transit City passou por mais de um milhão de quilômetros de testes globais de durabilidade, de acordo com a marca. A validação para o Brasil e a América do Sul também envolveu a engenharia brasileira.
Preços ficam para a Fenatran
O lançamento amplia a atuação da Ford Pro no segmento de vans compactas. Segundo os números citados pela fabricante, esse mercado somou 5.040 emplacamentos no Brasil entre janeiro e setembro de 2026, avanço de 42% na comparação anual.
A tabela da Transit City será o próximo dado decisivo para avaliar seu posicionamento. Embora a Ford prometa competitividade frente a alternativas a diesel, o comunicado desta terça-feira (3) não traz preços nem condições comerciais. A Fenatran será realizada de 9 a 13 de novembro, no São Paulo Expo.
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