Citroën C3, Basalt e Aircross 2027 ganham novidades, mas versões turbo perdem potência
Marca amplia equipamentos, cores e versões; Basalt ganha Dark Edition manual e Aircross traz de volta Feel Pack 7
César Tizo - agosto 18, 2026
A Citroën atualizou de uma só vez seus três modelos nacionais para a linha 2027. C3, Basalt e Aircross não recebem alterações profundas no visual ou na mecânica, mas avançam principalmente em equipamentos, conectividade, opções de cores e organização das versões.
Entre as novidades mais relevantes está a estreia do Basalt Dark Edition com motor aspirado e câmbio manual, ampliando a presença da configuração que já responde por cerca de metade das vendas do SUV cupê. O Aircross, por sua vez, volta a oferecer a versão intermediária Feel Pack 7, enquanto o C3 recebe novos conteúdos de série.
Outro ponto comum à gama é a evolução das centrais multimídia, que passam a adotar uma nova interface de visual escurecido.
C3 2027 ganha mais equipamentos e novas cores
No C3, as mudanças são pontuais, mas procuram reforçar principalmente as versões mais completas do hatch.
A central multimídia Citroën Connect de 10,25″ recebe em toda a gama uma nova interface com fundo escurecido. As configurações superiores passam ainda a oferecer sensor de estacionamento traseiro de série.
A paleta de cores também foi ampliada. O Vermelho Rubi passa a estar disponível gratuitamente em toda a linha, enquanto a versão XTR acrescenta as opções Cinza Sting Gray e Branco Polar.
Citroën C3 XTR 2027
A estrutura da gama segue dividida entre Live Go, Live Plus, Feel Plus, XTR e You!. As configurações aspiradas mantêm o 1.0 Firefly associado ao câmbio manual, enquanto a You! permanece como opção de maior desempenho, equipada com o propulsor 1.0 turbo flex e transmissão automática CVT.
O motor sobrealimentado sofreu uma redução de potência e passa a oferecer até 114 cv sob o capô da opção topo de linha do hatch. O torque máximo segue em 20 kgfm.
Citroën C3 XTR 2027
Basalt ganha Dark Edition manual por R$ 98.990
É no Basalt que aparece a principal novidade da linha 2027. A Citroën decidiu levar o acabamento Dark Edition, até então associado ao motor turbo, também para a configuração 1.0 Firefly aspirada com câmbio manual.
A decisão tem peso comercial: segundo a própria fabricante, a Dark Edition responde atualmente por cerca de 50% das vendas do Basalt.
O novo Basalt Dark Edition MT custa R$ 98.990 e incorpora a proposta visual da configuração mais sofisticada, com interior escurecido, detalhes em vermelho Andre Red, logotipos escurecidos, pedaleiras esportivas, rodas de liga leve de 16″ pretas e acabamento específico no interior.
Citroën Basalt Dark Edition 1.0 manual 2027
A versão de entrada Feel MT também foi reposicionada e agora custa R$ 95.590. Tanto ela quanto a nova Dark Edition MT passam a integrar o programa Carro Sustentável, beneficiando-se da isenção do IPI.
Segundo a Citroën, a adequação é possível graças ao Smart Charger, sistema que aprimora o gerenciamento da bateria ao aproveitar desacelerações e frenagens para geração de energia.
Entre as versões automáticas, o Basalt Feel Turbo 200 custa R$ 113.990, o Shine Turbo 200 parte de R$ 119.990 e o Dark Edition Turbo 200 sai por R$ 120.990.
No caso do SUV, o motor 1.0 turbo passa a entregar 115 cv na linha 2027, independentemente do combustível utilizado. Até o ano/modelo anterior, os três modelos da Citroën equipados com esse propulsor alcançavam 130 cv.
As configurações Shine e Dark Edition Turbo 200 ganham sistema de chave presencial com partida por botão, além de porta-revistas. A Dark Edition Turbo também estreia a opção de pintura Branco Polar.
Em toda a linha, a central multimídia de 10,25″ passa a contar com a nova interface escurecida. Há ainda duas portas USB-C para os passageiros da segunda fileira, uma USB-A e tomada de 12 V no painel.
Citroën Basalt Dark Edition 1.0 manual 2027
Aircross Feel Pack 7 volta à linha
Já o Aircross 2027 passa a ter três configurações: Feel Turbo 200 AT, Feel Pack 7 Turbo 200 AT e XTR 7 Turbo 200 AT.
A Feel Pack 7 retorna ao portfólio como alternativa intermediária e custa R$ 128.990. A versão Feel abre a gama por R$ 124.990, enquanto a XTR permanece no topo por R$ 134.990.
Todas utilizam o motor Turbo 200, agora com até 114 cv, associado à transmissão automática CVT com sete marchas simuladas e modo Sport.
Assim como ocorre no C3 e no Basalt, a central multimídia de 10,25″ recebe uma interface de fundo escuro. No Aircross, os ícones aparecem em tonalidade cáqui. O sistema mantém Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
Todas as configurações passam ainda a contar com porta-documentos.
A XTR recebe o maior número de novidades. Além do sistema de chave presencial e do porta-revistas, a versão passa a oferecer as novas cores Cinza Sting Gray e Branco Polar, que se juntam às demais opções já existentes.
O pacote da configuração mais cara continua incluindo ar-condicionado automático e digital, rodas de liga leve de 17″, pneus de uso misto, câmera traseira, sensor de estacionamento, acabamento interno específico e elementos externos escurecidos.
Potência menor
A nova calibração para as opções 1.0 turbo coincide com uma etapa mais rigorosa do Proconve L8, prevista para 2027.
A partir de janeiro do ano que vem, o limite corporativo de NMOG + NOx para veículos leves de passageiros cai de 50 para 40 mg/km, o que exige das fabricantes uma média menor de emissões em suas gamas.
A Citroën, contudo, não informou se essa exigência motivou a redução de potência, mas uma calibração mais conservadora do motor pode contribuir para o atendimento às novas metas.
Ao mesmo tempo, a nova faixa de potência de até 115 cv equivale a cerca de 84,6 kW, imediatamente abaixo do limite de 85 kW considerado para o IPI Verde, reforçando a possibilidade de que fatores tributários e ambientais tenham sido considerados conjuntamente.
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