Leitor está interessado na novidade da BYD com conjunto híbrido plug-in flex, mas deseja saber se existem opções ao SUV
César Tizo - agosto 19, 2026

Estou pensando em comprar um BYD Atto 2, mas gostaria de saber quais SUVs híbridos plug-in disponíveis hoje no Brasil podem ser boas alternativas ao modelo? – pergunta enviada por Lineu
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Lineu, obrigado por compartilhar sua dúvida e participar do Guru dos Carros!
Podemos dizer que, hoje, o BYD Atto 2 praticamente não tem um concorrente direto na mesma faixa de preço e com uma tecnologia de propulsão equivalente.
Isso não significa, entretanto, que você não encontre algumas alternativas com valores próximos ou níveis de eficiência semelhantes.
Apenas para contextualizar, a BYD anuncia em seu configurador o Atto 2 DM-i partindo de R$ 166.660 na versão GL, orientada ao segmento de vendas diretas. Nessa modalidade de aquisição, consumidores PcD, por exemplo, conseguem adquirir o SUV compacto por R$ 144.990 após as isenções e os incentivos da marca, uma condição mais do que atraente.
O Atto 2 GS, por sua vez, é a opção topo de linha e tem preço de lista estipulado em R$ 169.990. Além de oferecer bateria maior, de 18,03 kWh, ele reúne um conteúdo completo de equipamentos, inclusive de assistência à condução. Portanto, para os consumidores em geral no varejo, a opção GS acaba sendo a escolha mais lógica.
Nesse caso, o Atto 2 GS alcança 197 cv e 30,6 kgfm de torque combinados. Os números lhe permitem acelerar de 0 a 100 km/h em competentes 8,4 segundos, o que representa um desempenho bem superior ao da maioria dos SUVs compactos 1.0 turbo não eletrificados hoje à venda.
Para quem roda muito na cidade, o fato de o Atto 2 GS percorrer 75 km em modo puramente elétrico, de acordo com o padrão Inmetro, é algo a ser considerado, em especial para reduzir o custo por quilômetro. Mesmo em modo híbrido, as médias oficiais de até 15,5 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada com gasolina são significativamente melhores às de muitos concorrentes de tamanho equivalente.

Enquanto nenhuma fabricante coloca à disposição um competidor direto do Atto 2, ou seja, um SUV compacto híbrido plug-in flex, ao menos é possível encontrar hoje na categoria um modelo com nível de eletrificação próximo ao do BYD.
Estamos falando do Toyota Yaris Cross Hybrid, que parte de R$ 172.390 na configuração XRE. O modelo nacional é um híbrido pleno autorrecarregável, ou seja, não contempla em seu projeto a recarga externa da bateria.
Por conta disso, ele é equipado com um acumulador menor e mais leve, alimentado pelo próprio motor térmico do SUV e também pela energia recuperada durante as frenagens.
Apesar da mecânica menos sofisticada, oferecendo até 111 cv de potência combinada, o Yaris Cross Hybrid consegue ser muito eficiente, alcançando médias oficiais de 17,9 km/l no ciclo urbano e 15,3 km/l na estrada quando abastecido com gasolina.
Se fica devendo em desempenho na comparação com o BYD, ao menos o Toyota é mais econômico nos dois cenários de uso.
Se você tem restrições para instalar um wallbox em sua residência ou não terá acesso fácil a pontos de recarga, talvez a escolha pelo Toyota deva ser considerada com afinco, embora seu custo-benefício seja inferior ao do Atto 2 GS.
O Yaris Cross Hybrid também é bicombustível, tal como o BYD, e pode alcançar 10 anos de garantia, apelo interessante da Toyota e que favorece seus modelos também na hora da revenda.
Se o seu orçamento for mais elástico, por uma diferença de preço não tão significativa dentro do intervalo que estamos analisando, você pode cogitar a aquisição do Geely EX5 EM-i.
O produto em questão é um SUV médio-grande, com 4,74 m de comprimento e 2,75 m de entre-eixos, portanto atua em um patamar bem acima do Atto 2, oferecendo uma cabine ampla e confortável, além de um porta-malas com capacidade para 428 litros de bagagens (padrão VDA).
O EX5 EM-i pode ser adquirido atualmente por R$ 189.990 na versão de entrada Pro, portanto exige um desembolso de R$ 20 mil além do necessário para o Atto 2 GS.
Mas, além do porte superior, o Geely também é um automóvel com projeto mais refinado, contemplando, entre outros diferenciais, suspensão traseira multibraço e um nível de segurança acima da média.
O SUV médio-grande tem ainda números de potência (262 cv) e torque (38,7 kgfm) superiores aos do Atto 2. Isso favorece sua performance, com aceleração oficial de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos.
Ao contar com uma bateria de capacidade próxima à do Atto 2, no caso de 18,4 kWh, além de ser maior e mais pesado, a autonomia elétrica do EX5 EM-i Pro é menor, ficando em 65 km de acordo com o padrão nacional.
Por conta das mesmas razões, o consumo em modo híbrido do Geely também é inferior ao do Atto 2, com médias de 14,6 km/l no uso urbano e 13,3 km/l em rodovias apenas com gasolina. Para um veículo com o porte do EX5 EM-i, entretanto, são números muito bons.
A montagem local do Geely, esperada para este semestre, também deverá ser acompanhada por um aprimoramento importante para seu motor 1.5 térmico, que deve se tornar flex.
Ao menos por enquanto, Lineu, se você deseja um SUV híbrido plug-in bicombustível gastando o menor valor possível, o BYD Atto 2 DM-i ainda reina absoluto, sem perspectiva, ao menos no curto prazo, de que alguma concorrente da marca chinesa disponibilize um automóvel equivalente.
Logo, com essas características técnicas, ele acaba sendo a escolha natural.
Eu não descartaria, entretanto, uma avaliação do Toyota Yaris Cross Hybrid, em especial se você não pretende efetuar recargas constantes no veículo. No caso de um modelo híbrido plug-in, esse hábito é bastante importante para que você extraia o benefício máximo desse tipo de propulsão.
Caso você não queira esse compromisso ou ainda tenha alguma dificuldade em termos de infraestrutura, o Toyota pode ser uma alternativa competente se o que você busca é alta eficiência.
Por fim, se arcar com os R$ 20 mil a mais é algo que pode ser acomodado em seu orçamento, creio que vale a pena analisar o Geely EX5 EM-i Pro.
Sem elevar demais o gasto para a aquisição do automóvel, o futuro modelo nacional da marca se destaca pelo porte superior, pelo conjunto híbrido plug-in mais robusto e pelo projeto mais sofisticado.
Espero ter ajudado!




